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A Guerra Mundo

Pelo menos 15 mortos em bombardeamentos russos de Kiev

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Pelo menos 15 pessoas morreram e 27 ficaram feridas na sequência de ataques noturnos intensos lançados pela Rússia contra a região de Kiev, com a Ucrânia a não conseguir intercetar nenhum míssil, segundo as autoridades ucranianas.

De acordo com o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, equipas de resgate continuavam a operar em várias localidades dos distritos de Brovary, Bucha e Fastiv, após o ataque com drones e mísseis.

Em Brovary, o ataque provocou incêndios de grande dimensão em armazéns da cidade e nas aldeias de Velyka Dymerka, Kvitneve e Peremoga.

No distrito de Bucha, bombeiros combatiam incêndios em instalações logísticas em Chayky e Sofiivska Borshchahivka. Todos os feridos foram encaminhados para unidades hospitalares.

No seu relatório diário publicado esta quarta-feira, a Força Aérea ucraniana detalhou que a Rússia lançou um total de 115 drones e 28 mísseis de alta velocidade, incluindo 24 mísseis balísticos e quatro mísseis antinavio.

Embora as forças ucranianas tenham conseguido abater 98 dos drones, nenhum míssil foi intercetado, com a força aérea do país a admitir ter sido incapaz de intercetar qualquer um dos mísseis russos disparados durante a ofensiva, evidenciando uma escassez grave de munições de defesa antiaérea.

Estes projeteis balísticos viajam a velocidades extremamente elevadas e só podem ser travados por sistemas de defesa como os Patriot americanos, equipamento que Kiev possui em número reduzido.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou recentemente para a escassez crítica de mísseis PAC-3, numa altura em que a Rússia intensificou de forma substancial a utilização de armamento balístico, passando de cerca de 200 a 300 mísseis durante todo o ano de 2024 para cerca de 126 lançamentos só no mês de julho de 2026.

Segundo dados oficiais, a Ucrânia consegue atualmente intercetar menos de um terço destes ataques.

Para tentar colmatar a falha de defesas, Zelensky deslocou-se à Casa Branca no final de julho para solicitar mais munições Patriot.

O presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu inicialmente que poderia autorizar a Ucrânia a produzir estes intercetores em solo ucraniano, mas recuou na semana passada, afirmando que Washington precisa de ter "muita cautela" antes de tomar uma decisão final.

A escalada russa surge na sequência de novas operações anunciadas por Zelensky contra o território russo, após uma campanha de 40 dias iniciada a 25 de junho que visou centros logísticos e refinarias na Rússia.

Esses ataques ucranianos reduziram a capacidade de refinação russa para níveis de 2002 durante o mês de julho.

A Ucrânia atacou hoje outro centro logístico da Wildberries, o "Amazon russo", na região de Tula, a 200 quilómetros ao sul de Moscovo, provocando um incêndio de grande dimensão, segundo as autoridades locais.

Segundo o Ministério da Defesa russo, durante a noite as defesas antiaéreas intercetaram e aniquilaram 475 drones ucranianos sobre 16 regiões russas, a Crimeia anexada e os mares Negro e de Azov.