Protecção Civil passa a ter autonomia na formação de enfermeiros em Triagem Telefónica de Manchester
Cinco enfermeiros do Serviço de Emergência Médica Regional (SEMER) concluíram o Curso de Instrutor em Triagem Telefónica de Manchester, permitindo à Região Autónoma da Madeira passar a dispor de capacidade própria para formar e requalificar profissionais nesta área.
Com esta certificação, o Centro de Formação e Treino em Emergência e Proteção Civil passa a poder assegurar internamente a formação, qualificação e atualização dos enfermeiros que desempenham funções no Serviço de Triagem e Aconselhamento Telefónico (STAT).
Segundo nota à imprensa, a nova competência reforça a autonomia formativa do Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM (SRPC, IP-RAM), reduzindo a dependência de entidades externas numa área considerada fundamental para a resposta pré-hospitalar.
A Triagem Telefónica de Manchester está integrada na Estratégia PROCIV MADEIRA 3.0 – 2025/2027 e permite realizar uma avaliação clínica à distância, estabelecendo prioridades de atendimento através de critérios clínicos padronizados.
A correcta aplicação deste sistema contribui para uma utilização mais eficiente dos meios disponíveis e para garantir que cada situação recebe uma resposta adequada, segura e atempada.
Os enfermeiros Leonardo Ribeiro, Paula Martins, Elsa Sousa, Maria João e Rui Gomes passam agora a estar habilitados como instrutores, permitindo ao Centro de Formação e Treino preparar novos profissionais e assegurar os respectivos processos de atualização e requalificação.
Segundo o SRPC, IP-RAM, a aposta na formação de formadores representa também uma estratégia de gestão e multiplicação do conhecimento dentro da organização, permitindo uniformizar procedimentos e garantir a sustentabilidade da formação a médio e longo prazo.
Para o presidente do Serviço Regional de Protecção Civil, Richard Marques, esta certificação representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais.
"Reconhece a dedicação, a competência e o profissionalismo destes profissionais da emergência médica e representa, simultaneamente, mais um investimento na autonomia e sustentabilidade do nosso sistema", afirmou.
Richard Marques sublinha ainda que a criação de capacidade interna permite reforçar o conhecimento dentro da Região.
"Ao criarmos capacidade para formar internamente os nossos profissionais, estamos a multiplicar conhecimento, a uniformizar procedimentos e a garantir que esta competência permanece e evolui dentro da Região", acrescentou.
Os cinco enfermeiros passam, assim, a integrar um grupo especializado habilitado para formar futuros triadores telefónicos, reforçando a capacidade do Sistema de Emergência Médica Regional e a qualidade da resposta prestada à população.