Ordem pede intervenção de Albuquerque para desbloquear contratação de enfermeiros
A Ordem dos Enfermeiros (OE) considera insuficientes as garantias dadas pela Secretaria Regional de Saúde e Protecção Civil relativamente à contratação de cerca de 80 enfermeiros que integram a actual reserva de recrutamento do Serviço de Saúde da Região (SESARAM) e apela à intervenção directa do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, para desbloquear o processo.
O apelo surge após o quarto encontro, desde o início do ano, entre o bastonário da OE, Luís Filipe Barreira, e a secretária regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Freitas, realizado esta quarta-feira. Durante a reunião, a tutela voltou a garantir a contratação dos cerca de 80 profissionais, adiantando que a reserva de recrutamento se mantém válida até Janeiro de 2027.
Para a Ordem, porém, os sucessivos atrasos na concretização das contratações estão a gerar "um descontentamento generalizado" entre os enfermeiros da Região. "As sucessivas promessas sem concretização reflectem a ineficácia das medidas anunciadas pela Secretaria Regional de Saúde e Protecção Civil", sustenta a OE.
Governo Regional volta a prometer integração dos 80 enfermeiros na reserva
A secretária regional de Saúde e Protecção Civil voltou, esta quarta-feira, a garantir que os 80 enfermeiros que estão em reserva de recrutamento serão contratados pelos Serviço de Saúde da Região (SESARAM), sendo essa reserva 'válida' até Janeiro do próximo ano.
A preocupação da Ordem resulta também das situações identificadas nas visitas realizadas no âmbito da iniciativa 'Ordem Presente'. A organização aponta para "uma carência estrutural de profissionais", que se traduz numa elevada carga de horas extraordinárias e numa situação de exaustão generalizada, alertando ainda para o aumento das escusas de responsabilidade apresentadas por enfermeiros.
Numa posição tornada pública, a Ordem aponta que segundo a explicação transmitida pela tutela, a contratação dos profissionais continua dependente de autorização da área das Finanças. Perante este impasse, Luís Filipe Barreira considera que a intervenção de Miguel Albuquerque é necessária. "Se a tutela da Saúde não consegue resolver a questão, não nos resta outro caminho que não seja o de apelar ao presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, para que intervenha directamente junto das Finanças", afirmou.
A Ordem manifesta ainda preocupação com os cerca de 80 enfermeiros recém-licenciados que entraram este ano no mercado de trabalho, receando que, sem uma resposta rápida do SESARAM, estes profissionais e outros enfermeiros qualificados acabem por procurar oportunidades fora da Madeira.