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Madeira

Crédito à habitação volta a encarecer na Madeira com subida da taxa de juro

Foto Shutterstock
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A taxa de juro implícita no crédito à habitação na Madeira voltou a aumentar em Julho, atingindo 3,208%, mais 0,046 pontos percentuais do que no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pela DREM

Segundo a Direção Regional de Estatística da Madeira, apesar da subida mensal, a taxa permanece abaixo do valor registado há um ano. Em Julho de 2025, a taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação na Região situava-se em 3,420%, ou seja, 0,212 pontos percentuais acima do valor actual.

A subida da taxa reflectiu-se no valor médio da prestação. Em Julho, os madeirenses com crédito à habitação pagaram, em média, 408 euros, mais quatro euros do que em Junho e mais 11 euros do que no mesmo mês do ano passado, quando a prestação média era de 397 euros.

Dos 408 euros da prestação média, 193 euros correspondem a juros e 215 euros à amortização do capital. Face a Junho, a componente de juros aumentou três euros, enquanto o valor destinado à amortização cresceu um euro.

Também o capital médio em dívida continuou a aumentar. Em Julho, cada contrato tinha, em média, 72.980 euros por pagar, contra 72.750 euros no mês anterior. Em Julho de 2025, o capital médio em dívida era de 68.801 euros, o que representa um aumento de 4.179 euros, ou 6,1%, num ano.

A evolução da Madeira acompanha, embora com valores ligeiramente diferentes, a tendência nacional. Em Portugal, a taxa de juro implícita no crédito à habitação fixou-se em 3,135%, mais 0,034 pontos percentuais do que em Junho.

A prestação média nacional atingiu 414 euros, seis euros acima da média registada na Madeira. No País, os juros representaram 205 euros da prestação, enquanto 209 euros corresponderam à amortização de capital.

O capital médio em dívida por contrato a nível nacional chegou aos 79.463 euros, acima dos 72.980 euros registados na Região.

Assim, embora a taxa de juro na Madeira continue abaixo do nível observado há um ano, Julho marcou uma inversão na evolução mensal, com a taxa a subir pelo segundo mês consecutivo.