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Madeira

PS-Madeira volta à carga e garante que Governo confirma denúncia socialista

Em causa, o corte no apoio técnico à elaboração de pequenos projectos agrícolas

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O PS-Madeira voltou à carga para garantir que o Governo Regional confirmou a retirada do apoio gratuito na elaboração de candidaturas a investimentos agrícolas de pequena dimensão (até 20 mil euros). A reacção surge após as declarações do secretário regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel.

Secretaria Regional de Agricultura e Pescas diz que PS "deturpa a verdade"

Na sequência das declarações da líder do PS, ontem, em Santana, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas diz que o partido "deturpa a verdade, por mera conveniência política, mas a política não deve ser feita à custa da desinformação dos cidadãos, da manipulação ou da tentativa de criar percepções que não correspondem à verdade". 

Através de um novo comunicado, a deputada socialista Sílvia Silva critica o governante por recorrer a um “rol de desculpas esfarrapadas e falsas verdades que menosprezam a inteligência dos agricultores e deturpam a importância da pequena agricultura madeirense”, considerando que a medida penaliza os pequenos produtores locais.

Segundo a parlamentar, a alteração de regras cria barreiras no acesso a equipamentos essenciais: "A verdade é que, a partir de agora, para receberem um simples apoio para a aquisição de um tanque de rega, uma roçadora ou um moto atomizador, os agricultores têm de contratar o serviço de elaboração do projecto a técnicos habilitados fora dos quadros da Direcção Regional da Agricultura, o que poderá não ser fácil de encontrar, e ainda adiantarem o dinheiro do projecto, tal como já fazem com o investimento propriamente dito".

Sílvia Silva contesta ainda os argumentos sobre a protecção de dados e eventuais conflitos de interesse na avaliação dos projetos, sublinhando que a sobreposição de funções, a ter ocorrido, “só prova a falta de planeamento e liderança que existe actualmente nos serviços agrícolas do Governo”.

O PS-Madeira desafia o Executivo a assumir a opção política perante os produtores e a dizer-lhes directamente "em vez de usá-los para a fotografia, olhá-los nos olhos e dizer-lhes directamente, sem rodeios e sem subterfúgios, que retirou este e outros apoios à agricultura regional, porque este sector não é uma prioridade para o Governo e os obstáculos criados aos acessos aos fundos comunitários são propositados, para que sobre mais dinheiro para financiar medidas e projectos que em nada beneficiam os agricultores madeirenses, como as lagoas para regar apenas campos de golfe".

A deputada conclui alertando para o impacto no sector e o afastamento da administração pública em relação às populações rurais: "Cada vez há menos apoio oficial no terreno, quase já não existe extensão rural na Madeira e o Governo volta a quebrar uma das poucas ligações de proximidade que existia entre os agricultores e os serviços da Agricultura regional".