DNOTICIAS.PT
Madeira

Administração Regional da Madeira volta a ficar abaixo dos 21 mil trabalhadores

Foto Google Earth
Foto Google Earth

A Administração Regional da Madeira (ARM) contabilizava 20.912 postos de trabalho no final do 2.º trimestre de 2026, ficando novamente abaixo da fasquia dos 21 mil trabalhadores. Os dados constam da Síntese Estatística do Emprego Público da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), divulgada a 14 de Agosto, e hoje regionalizadas pela DREM.

Segundo a Direção Regional de Estatística da Madeira, entre Março (final do 1.º trimestre) e Junho (final do 2.º trimestre), o número de postos de trabalho diminuiu em 38, uma redução de 0,2%. Na comparação com o final de Junho de 2025, a ARM perdeu 110 postos de trabalho, menos 0,5%. Face ao final de 2011, a redução é de 441 postos, ou -2,1%.

A ARM tinha-se mantido acima dos 21 mil postos de trabalho desde o 1.º trimestre de 2023 até ao final de 2025, pelo que os 20.912 registados em Junho representam uma quebra desse patamar.

A redução homóloga resulta sobretudo da diminuição dos assistentes operacionais, com um saldo líquido de menos 196 postos, e do pessoal docente, com menos 21. Estas perdas não foram compensadas pelos aumentos registados entre enfermeiros (+49), técnicos superiores (+25), técnicos de diagnóstico e terapêutica (+13), informáticos (+6) e conservadores e notários (+6).

Educação concentra quase metade do emprego

O pessoal docente continua a constituir o grupo profissional mais representativo da Administração Regional, com 27,4% do total. Seguem-se os assistentes operacionais, com 26%, e os assistentes técnicos, com 14%.

Por tipo de entidade, os Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário concentravam 39,1% dos postos de trabalho, seguidos pelas Entidades Públicas Empresariais Regionais, com 29,1%, e pelas Direções Regionais, com 17,4%.

A Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia reunia 9.561 postos de trabalho, correspondentes a 45,7% de todo o emprego da Administração Regional da Madeira. As restantes Secretarias Regionais apresentavam efectivos entre os 147 trabalhadores da Economia e os 953 das Finanças.

Salários sobem mais de 5%

Apesar da redução do número de trabalhadores, as remunerações médias aumentaram. Em Abril de 2026, a remuneração base média mensal na Administração Regional da Madeira era de 2.000,8 euros, mais 5,4% do que no mesmo mês de 2025 e 1,7% acima da média do conjunto das Administrações Públicas.

O ganho médio mensal, que inclui remuneração base, prémios, subsídios e suplementos, atingia 2.373,6 euros, mais 7,2% em termos homólogos e 1,3% acima da média nacional das Administrações Públicas.

Segurança Social também perde trabalhadores

O Instituto de Segurança Social da Madeira, contabilizado separadamente da Administração Regional, tinha 1.170 postos de trabalho no final de Junho. São menos seis trabalhadores do que no trimestre anterior (-0,5%) e menos 79 do que um ano antes (-6,3%).

Face ao final de 2011, o instituto tem actualmente menos 241 postos de trabalho, uma redução de 17,1%.

A Administração Regional da Madeira e os Fundos de Segurança Social foram, juntamente com a Administração Regional dos Açores, os únicos subsetores das Administrações Públicas a apresentar uma redução homóloga do emprego no 2.º trimestre. A ARM registou -0,5%, contra um crescimento médio de 1% no conjunto das Administrações Públicas.

Desde Dezembro de 2011, a Madeira apresenta também uma evolução distinta da maioria dos restantes subsetores: é um dos apenas dois em que o emprego diminuiu, com uma quebra de 2,1%, a par dos Fundos de Segurança Social (-20,3%). No mesmo período, a Administração Local aumentou o emprego em 17,1%, a Administração Regional dos Açores em 11% e a Administração Central em 3,7%.

Câmaras municipais aumentam efectivos

Fora da Administração Regional, as 11 câmaras municipais da Madeira empregavam 3.914 pessoas no final de Junho, mais 109 do que no trimestre anterior (+2,9%) e mais 228 do que um ano antes (+6,2%).

Desde Dezembro de 2011, os municípios aumentaram o número de trabalhadores em 721, correspondente a uma subida de 22,6%.

Nas juntas de freguesia trabalhavam 186 pessoas, mais duas do que no trimestre anterior e também mais duas em termos homólogos. Face a 2011, o efectivo aumentou em 17 trabalhadores, ou 10,1%.

As empresas públicas não integradas na Administração Regional contavam, por sua vez, com 1.999 trabalhadores em Junho. O número cresceu 27 postos no trimestre (+1,4%) e 57 em termos homólogos (+2,9%), embora permaneça 13,3% abaixo do valor registado em Dezembro de 2012.