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GNR detém principal líder de rede de narcotráfico após mais de três anos de investigação

Um dos 49 detidos de mega-operação em todo o território continental e também em Espanha

Entre as apreensões estão 18 embarcações de alta velocidade, com um valor estimado de cerca de 8 milhões de euros.   Foto ilustrativa/Shutterstock
Entre as apreensões estão 18 embarcações de alta velocidade, com um valor estimado de cerca de 8 milhões de euros.   Foto ilustrativa/Shutterstock

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, no dia 13 de agosto, no distrito de Portalegre, o principal líder de uma organização criminosa transnacional dedicada ao tráfico de estupefacientes, que se encontrava foragido à justiça há cerca de 13 meses.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE) da Unidade de Intervenção e representa um novo desenvolvimento de uma investigação que decorria há mais de três anos, em estreita cooperação com a Guardia Civil de Espanha.

O suspeito agora detido era apontado como um dos elementos centrais da organização, com funções relacionadas com a coordenação, organização e implementação de redes criminosas ligadas ao narcotráfico internacional e com operações em Portugal.

A detenção surge na sequência da megaoperação desencadeada entre 7 e 11 de julho de 2025, que permitiu desmantelar a estrutura logística da organização criminosa. Nessa operação foram detidas 49 pessoas, em Portugal e Espanha, por suspeitas da prática dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e detenção de arma proibida.

Na altura, foram apreendidas sete toneladas de haxixe e 650 quilos de cocaína, além de 18 embarcações de alta velocidade, avaliadas em cerca de oito milhões de euros, 40 motores de alta potência, com um valor estimado de 2,5 milhões de euros, 780 mil euros em numerário, 11 armas de fogo e 24 veículos automóveis.

A operação de 2025 envolveu oito distritos de Portugal continental e o sul de Espanha. Em território português foram detidas 32 pessoas e cumpridos 32 mandados de busca domiciliária, 21 mandados de busca não domiciliária e 35 mandados de busca e apreensão de veículos. Em Espanha foi detida uma pessoa e cumpridos seis mandados de busca domiciliária, somando-se estas detenções às 16 que já tinham ocorrido durante os 38 meses de investigação.

Com a detenção do principal líder que permanecia foragido, a GNR considera ter conseguido neutralizar integralmente a cadeia de comando da organização. O trabalho desenvolvido envolveu vigilância e análise de informação ao longo da investigação, contando ainda com o reforço de militares de várias unidades da GNR.

O detido foi presente ao Tribunal Judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.