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Madeira

JPP aponta abandono do Vale do Porto Novo após duas décadas de promessas

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De acordo com o Junto Pelo Povo (JPP), o  vale do Porto Novo “simboliza, na perfeição, a falta de compromisso e da palavra dada que tem caracterizado a governação de Miguel Albuquerque: muitos anúncios e muitas promessas que não são cumpridas”.

O JPP esteve esta sexta-feira no vale do Porto Novo, local abandonado há anos, e que o Governo Regional do PSD se comprometeu a requalificar.

Na posse das diferentes notícias que anunciavam obras para aquela localidade, a presidente da Junta de Freguesia de Gaula, Andreia Gouveia, explicou que há mais de duas décadas que o Porto Novo é alvo de promessas, projetos e planos que nunca se concretizaram plenamente. 

Refere que "em 2000, durante o Governo de Alberto João Jardim, o Governo Regional chegou a lançar um concurso público internacional para a construção e exploração de uma “fajã artificial no Porto Novo”, incluindo a construção de um prisma de proteção junto à foz da Ribeira do Porto Novo e a criação de um novo terrapleno". 

Diz ainda que "no ano seguinte, a “Fajã Artificial no Porto Novo” constava do PIDDAR, integrada no programa de valorização da orla marítima da Região, demonstrando que existia uma intervenção concreta prevista pelo próprio Governo Regional". 

Acrescenta que "mais tarde, já com Miguel Albuquerque, a requalificação do Vale do Porto Novo voltou a ser prometida. Em 2022, o JPP denunciava que a intervenção prometida pelo executivo regional estava por cumprir há cerca de oito anos2. 

“Ou seja”, referiu a autarca e dirigente do JPP, “mudam os anos, mudam os governos, mas o abandono permanece. E enquanto as promessas se acumulam, a realidade no terreno é esta: lixo, sucata, embarcações abandonadas, estruturas degradadas e vegetação sem manutenção”. 

Prossegue, dizendo que "em 2022, a própria Junta de Freguesia de Gaula voltou a reivindicar junto do Governo Regional a requalificação do Vale do Porto Novo e a limpeza da Praia do Porto Novo". 

Afirma também que "antes, em 2018, a situação chegou ao ponto de o Governo Regional reativar a deposição de terras na zona, levando a Câmara Municipal de Santa Cruz, então liderada pelo JPP, a avançar com uma providência cautelar para travar o aterro". "O JPP denunciava já nessa altura a degradação ambiental do vale e acusava o Governo de não responder aos ofícios enviados pela autarquia", acrescenta. 

“Portanto, quando o Governo PSD/CDS fala de rapidez, eficácia e capacidade de execução, vale a pena perguntar: rápidos e eficazes em quê? A fazer anúncios todos os dias que depois a realidade confirma não ter passado disso mesmo. O que não faltam são exemplos”, sublinhou Andreia Gouveia. E acrescenta: “O Porto Novo simboliza mais de 20 anos de projectos, promessas, anúncios e reivindicações, e uma população que continua à espera de uma intervenção real. O que o JPP pretende é simples: que o vale do Porto Novo seja finalmente recuperado, valorizado e devolvido à população”.

A presidente da Junta de Gaula diz que a “população está canasada de anúncios e promeessas”, aquilo que pede é que cumpram com as promessas feitas: “Queremos uma intervenção séria, estruturada e integrada, que permita recuperar este espaço, garantir a segurança das pessoas, limpar e requalificar a frente-mar e criar condições para que o Porto Novo possa voltar a ser usufruído com dignidade e qualidade pela população. O Porto Novo não precisa de mais promessas. Precisa de acção.”

Por fim, diz que "o vale do Porto Novo é um local emblemático, com enorme valor ambiental, paisagístico, histórico e social para a freguesia de Gaula. Foi durante décadas um espaço de lazer e de ligação da população ao mar". "Hoje, infelizmente, encontramos precisamente o contrário: um espaço degradado, sem a manutenção e a valorização que merece", concluiu.