Novo balanço aponta para 281 mortes e 379 desaparecidos após sismo na Colômbia
As autoridades da Colômbia elevaram para 281 o número de mortos em consequência do sismo de magnitude 7,4 de segunda-feira, acrescentando que 3.971 pessoas ficaram feridas e 379 continuam desaparecidas.
O Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, anunciou estes números numa conferência de imprensa na quinta-feira, sublinhando que a busca pelos desaparecidos é a principal prioridade do Governo.
"A situação é complexa, mas estamos a utilizar todos os nossos recursos", e os de outros países que ofereceram assistência e cumpriram os padrões exigidos, disse De la Espriella.
"A nossa prioridade é salvar vidas", acrescentou o chefe de Estado.
"Os meus sentimentos estão com as famílias das vítimas e com as pessoas que ainda estão desaparecidas", disse o presidente, que tomou posse apenas três dias antes do sismo.
De la Espriella apresentou também o primeiro plano de reconstrução do país após o sismo e apelou à participação das empresas privadas.
"Precisamos do setor privado para reconstruir a Colômbia em conjunto, porque nós, todos os colombianos, vamos reconstruir esta nação", disse o Presidente.
De la Espriella explicou que se reuniu com as principais empresas do setor da construção civil e com diferentes associações comerciais porque este "momento histórico" exige "a participação de todos os colombianos" e, especialmente, do "setor privado", que deu um "passo em frente" neste "momento crítico".
O anterior balanço, divulgado horas antes pelo diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) colombiana, David Santiago Tamayo, apontava para 273 mortos, 3.824 feridos e 377 desaparecidos.
De acordo com os dados mais recentes da UNGRD, 348 pessoas foram resgatadas até ao momento dos escombros após o sismo, que destruiu por completo 127 edifícios e 10.677 habitações, causando ainda danos em outras 65.841 casas.
O abalo, com magnitude de 7,4 na escala de Richter e epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado na região do Pacífico, deixou 44.936 famílias desalojadas.
Isto soma-se aos danos em cinco aeroportos, 12 passadiços, 34 pontes rodoviárias, 198 estradas, 236 centros de saúde e 2.136 centros educativos.
Até ao momento, dos 250 corpos recebidos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses colombiano, foram identificados 228, 13 dos quais menores de idade.
No total, 403 municípios, pertencentes a 14 dos 32 departamentos colombianos, sofreram de alguma forma os efeitos do sismo, embora os maiores danos e o maior número de vítimas se concentrem no centro e no sudoeste do país.
Além do Chocó, um dos departamentos mais pobres do país, a destruição foi grave no Vale do Cauca e em Risaralda, cujas capitais, Cali e Pereira, respetivamente, registaram o maior número de vítimas mortais até ao momento.