Juventude JPP considera “um insulto” preço das viagens Madeira-Lisboa
A Juventude do Juntos Pelo Povo (JJPP) alertou, hoje, para as dificuldades que as famílias madeirenses poderão enfrentar neste mês de Agosto, devido aos preços das viagens aéreas para o continente, sobretudo no caso dos estudantes que vão iniciar o ensino superior fora da Região.
Nino Pereira, estudante de Medicina e elemento da JJPP, expôs que as companhias aéreas estão a cobrar entre 600 e 700 euros por viagens de ida e volta entre a Madeira e o continente.
“Tendo como referência estes preços, confirmados por pessoas que compraram viagens na TAP para a próxima semana, o jovem e o familiar que o acompanhar ao continente, nos próximos dias, para tratar da matrícula e de toda a logística inerente a esta nova fase da sua vida, com destaque para a habitação, essas duas pessoas têm de disponibiizar entre 1.200 a 1.400 euros apenas para as viagens de avião, o que corresponde, em termos práticos, a um mês de ordenado bruto de um madeirense”, afirmou o jovem citado em comunicado.
“Isto é um insulto”, considerou Nino Pereira, classificando a situação também como “um drama social”. Segundo o dirigente, a despesa representa “uma exigência financeira completamente irrealista para a generalidade das famílias madeirense face aos salários que usufruem”.
A JJPP critica ainda o actual funcionamento do Mecanismo de Continuidade Territorial (MCT), sobretudo no caso dos estudantes que ainda não têm certificado de matrícula e ficam, por isso, fora da plataforma Estudante Insular. Nesses casos, refere, as famílias suportam inicialmente o preço integral da passagem, sendo o reembolso efectuado posteriormente.
Nino Pereira considera que as alterações ao mecanismo feitas pelo Governo da República, “com o apoio total do Governo Regional da Madeira”, constituem “um péssimo exemplo de como o Estado trata os residentes nas Regiões Autónomas”.
O jovem questionou também a posição do executivo regional, liderado pelo PSD-CDS, face ao actual modelo, recordando o apoio inicialmente manifestado às alterações. “Em que ficamos? Era tudo tão bom, apoiaram as novas medidas e agora discordam delas?”, questionou.