Juventude CHEGA Madeira defende financiamento a 100% e nova linha de apoio às obras para jovens compradores
A coordenadora da Comissão Instaladora da Juventude CHEGA Madeira, Renata Rocha, alerta para "a situação preocupante dos jovens na Região no acesso à habitação e exige respostas claras perante o horizonte limite das medidas extraordinárias de apoio ao financiamento a 100% para a compra da primeira casa".
Renata Rocha sublinha que "os jovens madeirenses não podem ser deixados sem alternativa". "Numa Região onde os preços do mercado imobiliário continuam inflacionados, a pouca oferta acessível restringe-se, muitas vezes, a imóveis antigos ou degradados. No entanto, a falta de capital próprio impede que os jovens consigam suportar os custos de recuperação e remodelação dessas habitações", refere em nota à imprensa.
“Os jovens madeirenses não podem ser abandonados à sua sorte. Não basta anunciar medidas no papel quando, na prática, a maioria continua sem capacidade financeira para comprar e habitualmente sem margem para recuperar uma casa degradada”, afirma.
A Juventude CHEGA Madeira defende que "o apoio ao financiamento até 100% deve ser garantido a longo prazo e acompanhado por uma linha adicional de apoio bonificado a obras de remodelação". "Esta solução permitiria colocar no mercado imóveis actualmente devolutos e dar aos jovens uma verdadeira capacidade de fixação na Região", acrescenta.
“Vão o Governo Regional da Madeira e o Governo da República articular o prolongamento do financiamento a 100% e criar uma linha complementar para remodelação de habitação jovem, ou vão continuar a assistir passivamente à incapacidade da juventude em ter uma casa própria?”, questiona Renata Rocha.
Para a coordenadora da Juventude CHEGA Madeira, "esta resposta não pode ser adiada". "Sem acesso à habitação não há estabilidade e, sem estabilidade, os jovens são empurrados para fora da Região ou impossibilitados de construir família", refere.
E concliu: "Exigimos compromissos claros, planeamento sério e coragem política. Os jovens madeirenses não podem continuar a pagar a fatura da crise habitacional e da falta de soluções integradas na Madeira".