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Madeira

JPP questiona "desconto" de 10 cêntimos no preço da gasolina e do gasóleo

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O Juntos Pelo Povo (JPP) desafiou esta segunda-feira o secretário regional da Economia a explicar à população onde está o "desconto" de 10 cêntimos/litro no preço da gasolina e do gasóleo, em relação aos preços em vigor no continente, a partir desta segunda-feira.

Em nota enviada, o partido fez contas ao preço dos combustíveis praticados na Madeira, nos Açores e no continente, desde esta segunda-feira, e concluiu que na Região o gasóleo custa apenas menos 2 cêntimos/litro do que no continente e não os anunciados 10 cêntimos. "A diferença para os Açores é enorme. Os açorianos pagam menos 25 cêntimos/litro no gasóleo do que os madeirenses", refere.

"Quanto à gasolina 95 octanas, a diferença da Madeira para o continente é de 6 cêntimos, valor também inferior ao “desconto” de 10 cêntimos. Nos Açores, a gasolina está menos 5 cêntimos/litro do que na Madeira", acrescenta.

“Desde a crise no Estreito de Ormuz que o secretário da Economia prometeu que, por via do ajustamento do ISP, os combustíveis na Madeira estariam, pelo menos, 10 cêntimos mais barato do que no contibnente, mas a verdade é que isso não está a acontecer”, detalhou o deputado do JPP, Luís Martins. “Neste momento, o gasóleo custa praticamente o mesmo preço, ou seja, uma diferença de somente 2 cêntimos, a gasolina apenas 6 cêntimos. Portanto, o Secretário da Economia deve explicar o porquê do não cumprimento desta promessa, uma vez que também na semana passada o diferencial de 10 cêntimos não existiu.”

O parlamentar aludiu ao facto de grande parte dos madeirenses estarem em período de férias, enfatizando: “Parece que o Governo Regional PSD/CDS se está a aproveitar deste período de distração e merecido descanso para carregar nos precários orçamentos das famílias e aumentar a receita fiscal.”

Luís Martins lembrou que a proposta orçamental do Governo Regional para 2026 prevê arrecadar uma receita fiscal de mais de 62 milhões de euros em impostos sobre os combustíveis. “O Executivo não tem refinarias, não tem bombas de gasolina, não explora petróleo, mas explora, e muito, os bolsos das famílias e os cofres das empresas madeirenses, impondo sacrifícios a todos para obter uma receita milionária que cai limpinha nos cofres da Região”.

O problema para o deputado do JPP são os efeitos causados pela falta de compromisso. O facto de o preço dos combustíveis na Madeira estarem muito próximo dos valores praticados no continente, agrava sobremodo a inflação, que é a mais alta do país, aumenta o custo de vida, os produtos alimentares, mas também o preço dos bens e serviços. 

“Na Madeira já temos muitos anúncios do Governo Regional e muitos recordes, como o do PIB milionário que não chega aos madeirenses, a economia que também cresce, mas não se repercute na melhoria dos salários, na qualidade de vida e no desenvolvimento social, há também os recordes no turismo e, agora, por este caminho, já falta pouco para a Madeira somar um outro recorde que é ter os combustíveis mais caros de todo o país”, contextualizou.