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Marine Le Pen lançou candidatura às presidenciais francesas proclamando inocência

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Foto  EPA/Christian Hartmann / POOL MAXPPP OUT

A líder da extrema-direta francesa Marine Le Pen lançou hoje a campanha à candidatura às eleições presidências de França apesar da condenação em segunda instância, proclamando inocência e contestando as críticas dos opositores.

A líder da União Nacional deslocou-se hoje ao mercado La Flèche (centro de França), cidade governada desde março pelo partido que dirige.

Marine Le Pen, 57 anos, foi acompanhada por Jordan Bardella, 30 anos, apontado como substituto caso a líder do partido não pudesse concorrer. 

"Estou muito feliz por Marine poder levar a nossa bandeira", disse Bardella aos jornalistas, insistindo que não sentia qualquer "deceção".

"Estamos os dois a entrar nesta campanha presidencial", disse Marine Le Pen, que concorre pela quarta vez a eleições para o cargo de chefe de Estado de França.

"O Tribunal de Recurso restaurou a minha elegibilidade", disse, reafirmando "inocência" em relação às acusações.

Na terça-feira, o Tribunal de Recurso considerou Marine Le Pen e outras dez pessoas culpadas de criar um esquema para empregar assistentes parlamentares de eurodeputados quando, na verdade, trabalhavam para o partido.

Relativamente aos contratos de assistentes parlamentares em litígio, o Tribunal de Recurso estimou o prejuízo financeiro total para o Parlamento Europeu em 2,8 milhões de euros entre 2004 e 2016.

Marine Le Pen anunciou a candidatura ao Palácio do Eliseu, poucas horas depois de o Tribunal de Recurso de Paris ter confirmado a condenação no caso dos assistentes parlamentares europeus.

A redução do período de inelegibilidade para 45 meses --- 30 dos quais com pena suspensa --- permite candidatar-se ao cargo de chefe de Estado.

Le Pen foi ainda condenada a três anos de prisão, com um ano a ser cumprido sob monitorização eletrónica, mas disse que vai fazer a campanha eleitoral "sem o dispositivo".

Dezenas de manifestantes da esquerda francesa reuniram-se para protestar contra a campanha e a candidatura de Marine Le Pen em La Flèche mas não se registaram confrontos com os militantes da extrema-direita presentes no local.

"Não estou a ganhar tempo. Sou uma cidadã a exercer os meus direitos", disse le Pen aos apoiantes da candidatura presidencial.