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Madeira

'Sem Limites' preocupada com atrasos na emissão do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso

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A Associação Sem Limites – Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais (APPNE) manifesta, através de um comunicado de imprensa, preocupação com os atrasos na emissão do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso, uma situação que, refere, "continua a afectar gravemente pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida em todo o país."

"A APPNE tem recebido reclamações de vários associados que aguardam há mais de seis meses pela realização da junta médica e pela emissão do respetivo atestado, verificando-se, em alguns casos, tempos de espera ainda superiores. Esta realidade é inaceitável e coloca em causa o acesso, em tempo útil, a direitos fundamentais consagrados na legislação portuguesa", denuncia. 

No comunicado refere que o Atestado Médico de Incapacidade Multiuso é um documento essencial para que as pessoas com deficiência possam aceder a diversos apoios e benefícios, nomeadamente prestações sociais, benefícios fiscais, produtos de apoio, estacionamento para pessoas com deficiência, isenções e outras medidas de proteção social. "A demora na sua emissão significa, na prática, que milhares de cidadãos ficam privados, durante meses, de direitos dos quais dependem para assegurar a sua autonomia, qualidade de vida e inclusão social", explica. 

Em nota emitida, a APPNE questiona o porquê dos atrasos prolongados, considerando "urgente que as entidades competentes prestem esclarecimentos públicos sobre as causas desta situação, bem como sobre as medidas que estão a ser implementadas para reduzir os tempos de espera."

"É responsabilidade do Estado garantir que os cidadãos tenham acesso, em prazo razoável, aos mecanismos administrativos indispensáveis ao exercício dos seus direitos. Os atrasos actualmente registados comprometem os princípios da igualdade, da não discriminação e da proteção das pessoas com deficiência, consagrados na Constituição da República Portuguesa, na legislação nacional e na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por Portugal", lê-se ainda.

A terminar, a Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais apela aos Governos, ao Ministério da Saúde e às administrações do Serviço Nacional de Saúde para que sejam adoptadas medidas urgentes que reforcem a capacidade de realização das juntas médicas e garantam uma resposta célere e eficaz aos cidadãos.