Chega acusa PSD de traição à Madeira ao "bloquear novo modelo de mobilidade"
O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira na Assembleia da República acusa hoje o Governo Regional da Madeira de "ser cúmplice do bloqueio que o governo de Luís Montenegro continua a impor às alterações ao Subsídio Social de Mobilidade, agora designado Modelo de Continuidade Territorial", aprovadas com os votos favoráveis do CH e do PS.
Segundo Francisco Gomes, as novas regras estão em vigor desde 6 de Junho, mas continuam sem qualquer aplicação prática por parte do Governo da República, situação que, na sua opinião, conta com a complacência do Executivo regional.
Francisco Gomes recorda que o novo modelo elimina os tectos máximos das comparticipações, permite que os madeirenses passem a pagar apenas o valor fixo das passagens directamente nas agências de viagens, repõe os CTT como pontos de apoio aos passageiros e elimina procedimentos burocráticos que dificultavam o acesso ao apoio.
"A lei está em vigor, mas o governo de Luís Montenegro decidiu, simplesmente, não a cumprir! Ainda mais grave é o silêncio cúmplice do Governo Regional, que demonstra ter exactamente a mesma má vontade para com estas alterações. Traíram os madeirenses em Lisboa e continuam a traí-los no Funchal", acusa o deputado.
O parlamentar madeirense acusa ainda o Executivo regional de colocar "interesses políticos acima dos interesses da população, recusando pressionar o Governo da República para que execute uma lei já aprovada pelo Parlamento e promulgada pelo Presidente da República", dirigindo duras críticas ao secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura.
"Eduardo Jesus prefere comportar-se como director comercial da easyJet em vez de como um membro de um governo que devia defender os madeirenses. Sempre que pode, escolhe proteger os interesses das companhias aéreas e dos esquemas instalados, em vez de defender o direito dos cidadãos a uma mobilidade digna. É uma vergonha", atira.
Para Francisco Gomes, o atraso na implementação do novo modelo demonstra que os governos do PSD utilizam a autonomia apenas como discurso político, mas abandonam a Madeira quando chega o momento de defender os seus interesses junto da República.
"O Governo Regional está calado porque prefere proteger o compadrio, os interesses instalados e os negócios de sempre. Se tivesse metade da coragem para defender os madeirenses daquela que tem para defender os seus amigos, este problema já estaria resolvido há muito tempo", conclui a nota.