Ucrânia lança mais de 430 drones contra Moscovo
A Ucrânia lançou durante a madrugada mais de 430 drones contra Moscovo, a maioria dos quais foi neutralizada em voo e quase 40 nas imediações da cidade, informou hoje o presidente da câmara da capital russa, Serguei Sobianin.
"Durante a noite, até às 06:00 (04:00, hora de Lisboa), foram lançados mais de 430 dronesem em direção à região de Moscovo. A maioria foi neutralizada pelas defesas antiaéreas durante o trajeto, com 36 drones inimigos abatidos perto de Moscovo", escreveu Sobianin na rede de mensagens Telegram.
Após esta mensagem, o edil moscovita anunciou o derrube de outros três drones, elevando o total para 39.
Os quatro aeroportos internacionais de Moscovo foram obrigados a suspender temporariamente as operações devido à ameaça aérea.
Segundo o ministério russo da Defesa, no total, as defesas antiaéreas "intercetaram e neutralizaram" 452 drones ucranianos de asa fixa.
Na véspera, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que a guerra com a Rússia será decidida através de "uma batalha no céu", numa referência aos ataques com drones, sublinhando que esta estratégia visa travar o Presidente russo, Vladimir Putin.
"Quando não forem cem mas mil drones a voar em direção a Moscovo, [Putin] compreenderá. Quando começar a senti-lo pessoalmente, quando começar a vê-lo com os seus próprios olhos (...), os seus conselheiros vão instá-lo a refugiar-se em algum lugar para lá dos Urais. Quanto mais Putin se afastar de Moscovo, mais perto estará o fim da guerra", ameaçou Zelensky, horas depois de a Rússia ter lançado um ataque massivo com mísseis e drones contra Kiev.
O Presidente ucraniano estará presente na cimeira da NATO que arranca hoje em Ancara, capital da Turquia, e onde vão ser discutidos três assuntos: o investimento em Defesa, o reforço da produção industrial e o apoio à Ucrânia.
A reunião decorre numa altura de tensão entre a Europa e os Estados Unidos, devido ao desinvestimento da Administração norte-americana do Presidente Donald Trump na Aliança Atlântica, sob o argumento de que os aliados europeus devem assumir um maior papel na defesa do "Velho Continente".
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, explicou na segunda-feira que os membros da Aliança deverão confirmar um compromisso de cerca de 140 mil milhões de euros em apoio militar a Kiev ao longo de dois anos, recorrendo maioritariamente a verbas já anteriormente aprovadas.