Abatidos mais de 500 drones ucranianos, refinaria atingida a 250km de Moscovo
A Rússia abateu 519 drones ucranianos durante a madrugada de hoje sobre cerca de 20 regiões russas e a Crimeia anexada, informou o Ministério da Defesa russo, adiantando que foi atingida uma refinaria a 250 quilómetros de Moscovo.
Esses ataques com drones ocorreram ao mesmo tempo que diversos ataques aéreos russos mataram pelo menos 10 pessoas na região de Kiev, onde jornalistas da Agência France Presse (AFP) testemunharam dezenas de explosões.
No ataque da madrugada de hoje, a Ucrânia atingiu uma refinaria na região russa de Yaroslavl, a 250 quilómetros a nordeste de Moscovo, interrompendo o fornecimento de energia para a cidade portuária de Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro da Rússia.
Esta não é a primeira vez que a Ucrânia ataca esta instalação, uma das maiores do seu género na Rússia.
Em maio, a refinaria já tinha sido ser atingida por fragmentos de drones.
Na região de Yaroslavl, duas pessoas ficaram feridas num "ataque massivo" de drones ucranianos, mais de 70 dos quais foram abatidos, segundo anunciou o governador regional, Mikhail Yevrayev, no Telegram.
Os ataques ucranianos que tiveram como alvo a região de Moscovo, sendo que 11 drones que se dirigiam para a capital russa foram destruídos, e 56 foram abatidos na região de Leningrado (noroeste), segundo autoridades locais.
Drones ucranianos também foram abatidos sobre a Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
Nessa região, Sebastopol, na costa do Mar Negro, está sem eletricidade devido a um ataque da Ucrânia à infraestrutura energética próxima da cidade, segundo Mikhail Razvozhayev, governador nomeado por Moscovo.
A Rússia tem atacado a Ucrânia diariamente desde que lançou sua ofensiva em larga escala, em fevereiro de 2022.
Por sua vez, o exército ucraniano lança drones regularmente contra a Rússia, visando principalmente a infraestrutura energética que permite a Moscovo financiar o seu esforço de guerra.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos para pôr fim a esse conflito estão atualmente paralisadas.