DNOTICIAS.PT
Madeira

PND diz que nos Marmeleiros há camas nos corredores para doentes de altas problemáticas

Nova Direita propõe solução rápida, por exemplo, a reconversão de edifícios públicos actualmente desactivados, como a Escola do Tanque e a Escola de Santa Rita, para criar estruturas de acolhimento

Foto DR/PND
Foto DR/PND

O Partido Nova Direita (PND) denunciou hoje que o Hospital dos Marmeleiros estará a colocar camas nos corredores para acomodar doentes de altas problemáticas, alegadamente devido à falta de capacidade de resposta da unidade hospitalar.

Em comunicado, o partido considera que, a confirmar-se a situação, "fica mais uma vez demonstrada a incapacidade do Governo Regional e da secretária Regional da Saúde (Micaela Fonseca de Freitas) para dar uma resposta eficaz aos problemas que afectam o Serviço Regional de Saúde". Para o PND, "é inaceitável que idosos permaneçam em corredores sem condições adequadas de segurança, privacidade e dignidade, quando deveria ser encontrada uma solução rápida e definitiva para quem aguarda uma resposta social".

O coordenador regional da Nova Direita, Paulo Azevedo, alertou que "os corredores do Hospital dos Marmeleiros não estão preparados para receber estes doentes". Segundo o dirigente, "não dispõem das condições necessárias, como pontos de energia para equipamentos médicos, rampas de oxigénio, camas elétricas para facilitar o trabalho dos profissionais de saúde no tratamento de um idoso sem mobilidade física, ou outras infraestruturas essenciais", acrescentando que os doentes ficam ainda mais expostos ao movimento constante de pessoas e a um maior risco de contágio.

Apesar das críticas dirigidas à tutela, o partido fez questão de destacar o empenho dos enfermeiros, assistentes operacionais e restantes profissionais de saúde que, segundo o comunicado, fazem tudo o que está ao seu alcance para garantir os melhores cuidados possíveis aos doentes, apesar das dificuldades.

O PND critica ainda que, enquanto o Governo Regional anuncia investimentos milionários em obras consideradas prioritárias, continue por resolver um dos problemas mais graves do sistema regional de saúde.

Como alternativa, o partido defende que uma solução rápida poderá passar pela reconversão de edifícios públicos actualmente desactivados, como a Escola do Tanque e a Escola de Santa Rita, para criar estruturas de acolhimento a idosos com altas problemáticas, garantindo condições dignas e libertando camas hospitalares.

Paulo Azevedo conclui que "os idosos e os profissionais de saúde merecem respeito, dignidade e soluções concretas por parte dos governantes da Região Autónoma da Madeira".