Nova Direita critica utilização do terraço da Assembleia Legislativa durante a superespecial do Rali
Paulo Azevedo acusa Governo de promover privilégios e fala em falta de decoro na utilização de espaços públicos
A Nova Direita Madeira criticou a utilização do terraço da Assembleia Legislativa da Madeira durante a superespecial do Rali da Madeira 2026, realizada na noite de ontem, acusando o poder político de promover privilégios na utilização de um edifício público.
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Em comunicado, o dirigente regional do partido, Paulo Azevedo, afirma que, enquanto o público assistia à prova a partir da via pública, houve quem acompanhasse a classificativa a partir do topo do Parlamento madeirense. Segundo o próprio, a situação representa uma utilização inadequada de um espaço público, sustentando que "onde antes havia decoro e bom senso no usufruto de bens públicos, agora tudo é feito à vontadinha e à descarada".
Paulo Azevedo recorre ainda a uma analogia para ilustrar a sua crítica, afirmando que "o povo vê o rali na rua, enquanto o 'polvo laranja' está na superior do Parlamento", numa referência ao PSD, partido que lidera o Governo Regional.
O dirigente da Nova Direita enquadra este episódio numa crítica mais ampla à actuação do Executivo madeirense, defendendo que existem sinais de uma governação orientada para interesses particulares em detrimento do interesse público. Como exemplo, volta a referir a polémica em torno da implementação do controlo biométrico de assiduidade no SESARAM, considerando que determinadas decisões favorecem "alguns" em detrimento da generalidade dos cidadãos.
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Ao terminar a nota enviada, Paulo Azevedo sustenta que a Região necessita de uma mudança política, defendendo aquilo que designa por uma "Nova Madeira", assente, segundo afirma, em princípios de justiça e maior rigor na gestão.