Nova Direita exige esclarecimentos sobre acesso às novas camas em lares
A Nova Direita questionou esta segunda-feira o anúncio do Governo Regional relativo ao adiantamento de 4,7 milhões de euros às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), defendendo que o Executivo deve esclarecer quem irá beneficiar, na prática, das mais de 300 novas camas previstas nas respostas sociais em construção ou conclusão na Região.
Em comunicado, o partido considera que, apesar do investimento anunciado e da criação de novas infra-estruturas, permanece por esclarecer se estas vagas estarão ao alcance da maioria dos idosos madeirenses. A Nova Direita refere que notícias recentes apontam para mensalidades que podem atingir os 5.000 euros por mês em alguns lares, questionando se estas respostas serão acessíveis às famílias com rendimentos médios e baixos.
"O problema da Madeira nunca foi apenas a falta de edifícios. O verdadeiro problema é a falta de vagas acessíveis para famílias com rendimentos normais", sustenta o partido, defendendo que a criação de novas camas só terá impacto se existir uma resposta efectivamente acessível para a população.
A Nova Direita considera existir uma "contradição política" entre o investimento público anunciado e a ausência de informação sobre o número de vagas abrangidas por acordos de cooperação ou comparticipação social. Nesse sentido, desafia o Governo Regional a divulgar indicadores concretos, como o número de idosos retirados das listas de espera, quantas das novas vagas terão apoio público, o custo médio suportado pelas famílias e quantas camas estarão disponíveis para pessoas com pensões baixas ou médias.
"No papel, aparecem mais de 300 novas camas. Na prática, a pergunta é: quantas estarão realmente ao alcance dos madeirenses comuns? Uma cama que custa milhares de euros por mês pode contar para as estatísticas do Governo, mas não resolve o drama das famílias que procuram uma resposta para os seus pais e avós e enfrentam listas de espera, dificuldades financeiras e a ausência de alternativas acessíveis", refere.
Citado no comunicado, o coordenador regional da Nova Direita, Paulo Azevedo, afirma que "se existem novos lares onde os preços podem atingir 5.000 euros por mês, então muitos madeirenses têm razões para pensar que as camas prometidas existem — mas não foram feitas para eles".
O partido conclui que o Governo Regional não deve limitar-se a anunciar investimentos e novas infra-estruturas sem demonstrar que estas respostas sociais são efetivamente acessíveis à população que delas necessita.