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Papa pede aos EUA moderação no debate público e respeito pelas opiniões de outros

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Leão XIV pediu hoje aos Estados Unidos moderação no debate público e respeito pelas opiniões dos outros, numa mensagem na véspera do 250.º aniversário da independência do país.

Numa mensagem vídeo transmitido em direto no National Constitution Center, em Filadélfia, o Papa, natural de Chicago, exortou os norte-americanos a encontrarem "pontos de entendimento" e a cultivarem "a unidade", sublinhando o papel das "sucessivas vagas de imigrantes" na forma como "moldaram o futuro do país".

"Espero que esta tradição continue a dar frutos num debate público marcado pela moderação, pelo respeito pelas opiniões dos outros e por uma vontade constante de encontrar pontos de entendimento para promover a causa da paz e da reconciliação", afirmou.

Distinguido com a Medalha da Liberdade 2026 (Liberty Medal) do National Constitution Center, Robert Francis Prevost usava a condecoração ao pescoço durante a intervenção.

A medalha de ouro distingue anualmente personalidades ou organizações empenhadas na defesa da liberdade, dos direitos humanos, da democracia ou da dignidade humana.

Embora não faça qualquer referência direta a Donald Trump, o discurso fez aparente menção a algumas posições do Presidente norte-americano, às quais Leão XIV se opôs repetidamente nos últimos meses, criticando, nomeadamente, a política de forte repressão da imigração nos Estados Unidos e a guerra contra o Irão.

Em abril, Trump criticou o Papa, que classificou de fraco perante a criminalidade e incompetente em matéria de política externa, ao que o líder da Igreja Católica respondeu não ter medo da administração norte-americana.

Ao defender a liberdade e a liberdade religiosa como princípios fundamentais que moldaram a identidade dos Estados Unidos, Leão XIV insistiu também na importância do "direito à vida" e apelou para a proteção da vida humana "desde a conceção até à morte natural", formulação que remete para a oposição da Igreja Católica ao aborto e à eutanásia.

O Papa manifestou ainda a esperança de que o 250.º aniversário da Declaração de Independência constitua uma oportunidade para um "renovado compromisso solene" com os ideais fundadores dos Estados Unidos.