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Reabertura parcial de Maiquetía dentro de dois meses

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O ministro luso-descendente dos Transportes da Venezuela, Francisco Garcês, anunciou que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, deverá “retomar parcialmente as operações dentro de cerca de dois meses”, depois dos danos provocados pelos recentes sismos.

Em declarações ao canal de notícias da Venevisión, o governante revelou também que “foram contabilizadas 189 estruturas totalmente colapsadas no estado de La Guaira, às quais se juntam outras 11 em diferentes zonas do país”.

Francisco Garcês explicou que este número inclui apenas os edifícios que perderam totalmente a estabilidade e ruíram. Existem ainda entre “200 e 300 estruturas em processo de avaliação técnica, algumas das quais poderão ter de ser demolidas”, precisou o governante.

Há igualmente um número significativo de edifícios com colapsos parciais, nomeadamente construções que perderam o rés-do-chão ou outras partes da estrutura sem terem desabado por completo. O levantamento está a ser realizado pelo Ministério das Obras Públicas.

Relativamente ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o ministro esclareceu que os danos estruturais são reparáveis, embora parte das infra-estruturas e dos equipamentos necessários ao atendimento dos passageiros permaneça inoperacional.

O aeroporto de Maiquetía assegura mais de 70% das ligações aéreas internacionais da Venezuela. Com a suspensão das operações comerciais, parte dos voos está a ser encaminhada para os aeroportos de Barcelona e Valência.

Segundo Francisco Garcês, estão em curso dois planos em simultâneo: um destinado a permitir uma operação transitória e outro orientado para a recuperação progressiva da infra-estrutura.

A previsão é que Maiquetía possa começar a receber passageiros de forma parcial dentro de aproximadamente dois meses. “Até ao final do ano deverá estar restabelecida uma parte significativa das operações, embora a recuperação total possa prolongar-se até ao início do próximo ano”, explicou.

O governante indicou ainda que uma das pistas sofreu danos e está a ser recuperada, enquanto a segunda permanece operacional. O aeroporto continua, por isso, a receber aeronaves, embora ainda não esteja em condições de assegurar o serviço comercial regular de passageiros.

Questionado sobre a possibilidade de transferir o aeroporto para outro local devido à proximidade de uma falha sísmica, o ministro afastou esse cenário, considerando que os danos registados não justificam a construção de uma nova infra-estrutura.