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Rali da Madeira Desporto

Rali da Madeira é um "activo da política económica" da Região

Palavras do secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, numa prova que reforça estatuto internacional com 88 equipas em prova

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O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, defendeu hoje que o Rali da Madeira é um "ativo da política económica" da Região, destacando o impacto que a competição tem na promoção turística do arquipélago e na dinamização da economia local.

Na apresentação oficial da edição de 2026, realizada hoje na Gare Marítima do Funchal, o governante sublinhou que a prova ultrapassa a dimensão desportiva, assumindo-se como um instrumento de projeção externa da Madeira.

"O rali vale também pelo que representa para a Madeira enquanto destino turístico", afirmou, considerando que a exposição mediática do evento permite alcançar públicos internacionais e reforçar a notoriedade da Região.

José Manuel Rodrigues salientou que a competição gera benefícios em diversos setores, como a hotelaria, a restauração, os transportes, o comércio e os serviços, além de contribuir para a atividade económica dos vários concelhos abrangidos pelas classificativas.

Como exemplo, apontou o aumento dos pedidos de licenciamento para venda de produtos durante os dias da prova, considerando que o evento contribui para a coesão económica e social do arquipélago.

Perante este impacto, o secretário regional assegurou a continuidade do apoio do Governo Regional ao Rali da Madeira, elogiando a capacidade organizativa do Club Sports da Madeira e manifestando confiança no sucesso da edição deste ano.

Antes, o presidente do Club Sports da Madeira, Paulo Fontes, revelou que a organização decidiu aceitar a totalidade das inscrições recebidas, elevando para 88 o número de equipas em competição, acima do limite inicialmente previsto no regulamento.

Segundo explicou, a decisão implicará maiores exigências ao nível da logística e da segurança, mas permitirá contar com uma lista de participantes que inclui os principais pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, vários pilotos madeirenses e nomes internacionais como Kris Meeke, Diego Ruiloba e Giandomenico Basso.

Paulo Fontes destacou igualmente a transferência do secretariado da prova para a Gare Marítima do Funchal, medida que considera melhorar as condições operacionais da organização e reduzir a pressão sobre o centro da cidade.

Outra novidade passa pela colocação à venda da totalidade dos lugares da bancada instalada na rotunda Sá Carneiro, respondendo, segundo o dirigente, a uma reivindicação dos adeptos.

O responsável apelou ainda ao cumprimento das normas de segurança por parte do público, lembrando que o elevado número de concorrentes poderá dificultar a reabertura das estradas entre as diferentes classificativas.

Também presente na conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, reiterou o apoio do município ao evento, através da disponibilização de meios financeiros, logísticos e humanos.

O autarca destacou o trabalho desenvolvido pelos serviços municipais nas áreas do trânsito, salubridade e educação ambiental, assegurando que estão reunidas as condições para minimizar os impactos da prova na cidade.

"A cidade está com o rali. A cidade está preparada para o rali", afirmou Jorge Carvalho, considerando positiva a mudança da estrutura logística para a Gare Marítima e a retirada da exposição das viaturas da Praça do Município.

O Rali da Madeira 2026 realiza-se nos dias 30 e 31 de julho e 1 de agosto, integrando 15 provas especiais de classificação, num total próximo dos 200 quilómetros cronometrados.