Há famílias a recusarem lares por implicar pagamentos o que não acontece quando os utentes estão no SESARAM
As altas sociais abrangem muitas tipologias de doentes. Por isso, o SESARAM procurou espaços próprios que possam receber algumas tipologias. Isso foi encontrado na Ponta do Pargo e no Seixal. “É uma solução mais rápida e mais eficaz”.
São espaços que têm uma vantagem, que é terem “o centro de saúde por baixo”.
Márcia Gomes estima que possam ser instaladas entre 16 a 18 pessoas no Seixal, não conseguindo dizer quantas na Ponta do Pargo. Paralelamente, há contactos com IPSS para encontrar soluções complementares.
A administradora diz que é sempre doloroso decidir enviar um familiar para um lar, mas faz notar que, por vezes, há recusas de aceitação de um lar porque há custos para os utentes/familiares, enquanto no SESARAM não há custos. “Há de tudo.” Márcia Gomes deu vários exemplos de soluções apresentadas pelo SESARAM, que são recusadas pelos familiares.
Márcia Gomes diz que o custo médio das altas sociais são 300 e tal euros por utente.
Sobre a situação financeira do SESARAM, “estou sempre pronta a receber dinheiro, venha de onde vier”, disse em tom mais ligeiro, mas a transmitir uma ideia: “Dinheiro falta sempre”. Isso, para dizer que há sempre necessidade de mais dinheiro no SESARAM.
Márcia Gomes ilustrou o que acontece com os 500 a 600 pedidos por dia, que chegam ao Aprovisionamento do SESARAM.
Em respostas a deputados, a administradora recusa a linguagem de que o SESARAM esteja a “desperdiçar dinheiro” com altas problemáticas, por gastar com pessoas.
A responsável pelo SESARAM reconhece alterações de cirurgias, devido a camas ocupadas pelas altas sociais, mas garante que tais cirurgias são acuteladas para outro momento.
Márcia Gomes recusou que a suspensão de visitas nas Urgências se devessem ao desejo de esconder a condição dos utentes. "O Serviço de Urgência estava de tal forma cheio que não permitia (...)".