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Madeira

Taxa de juro do crédito à habitação na Madeira supera média nacional em Junho

Madeirenses pagam juros mais elevados, mas a prestação continua abaixo da média do país

Foto Shutterstock
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A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação na Madeira fixou-se nos 3,162% em Junho, acima da média nacional (3,101%), da registada no Continente (3,095%) e também da observada nos Açores (3,138%), segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números mostram que, apesar de os madeirenses continuarem a suportar uma taxa de juro ligeiramente mais elevada do que a média do país, o valor das prestações mensais permanece abaixo do registado a nível nacional.

Em Junho, a prestação média do crédito à habitação na Região Autónoma da Madeira situou-se nos 404 euros, menos sete euros do que a média nacional (411 euros) e menos sete euros do que no Continente (411 euros). Já nos Açores, a prestação média foi substancialmente inferior, fixando-se nos 329 euros, mais precisamente 75 euros a menos do que os vizinhos ilhéus madeirenses.

A diferença nas prestações está directamente relacionada com o capital em dívida. Na Madeira, o montante médio em dívida ascendia a 72.750 euros, valor inferior aos 78.865 euros da média nacional e aos 79.293 euros registados no Continente. Ainda assim, os madeirenses apresentam um nível de endividamento superior ao dos açorianos, cujo capital médio em dívida era de 61.938 euros, ou seja, em média devem menos 10.812 euros.

Os dados do INE revelam ainda que, na Madeira, a componente dos juros representou 190 euros da prestação média, enquanto a amortização de capital correspondeu a 214 euros. Em termos relativos, os juros absorvem cerca de 47% da prestação mensal dos mutuários madeirenses, uma percentagem ligeiramente inferior à média nacional (49,1%).

A nível nacional, a taxa de juro implícita aumentou 3,6 pontos base face a Maio, atingindo os 3,101%. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa subiu para 2,853%, enquanto a prestação média associada a estes novos empréstimos atingiu os 715 euros, mais 23 euros do que no mês anterior e mais 13,5% do que em Junho de 2025.

Apesar de apresentar uma das taxas de juro mais elevadas do país, a Madeira continua a evidenciar um menor esforço financeiro mensal do que a média nacional, reflexo de um capital em dívida mais reduzido quando comparado com o conjunto do país e com o Continente.