Getty Images desiste da fusão com Shutterstock após condições do regulador britânico
A Getty Images desistiu da fusão com a Shutterstock, avaliada em mais de 3,4 mil milhões de euros, na sequência das condições rigorosas impostas pela Autoridade da Concorrência e Mercados britânica (CMA).
Em 30 de junho, o Conselho de Administração da Getty Images "decidiu unanimemente não prosseguir com o processo de venda do negócio editorial da Shutterstock" sob a supervisão da Competition & Markets Authority (CMA) e "encerrar o acordo de fusão", de acordo com informação submetida ao regulador de mercados norte-americano SEC - Securities & Exchange Comission, a que Lusa teve acesso.
Após a cessação do acordo de fusão, as 'senior secured notes' (títulos de dívida sénior) da Getty Images, com uma taxa de 10,500% e maturidade em 2030 serão resgatadas em conformidade com o estipulado.
A administração da Getty Images pretende também contratar um consultor financeiro para aconselhar o Conselho relativamente a alternativas de financiamento estratégico disponíveis para a Getty Images.
Em 17 de abril, a CMA tinha indicado que a Getty Images deveria vender o negócio editorial Shutterstock se quisesse garantir a aprovação da fusão entre as duas agências de imagens e fotografias.
De acordo com o relatório intercalar da CMA, a que a Lusa teve acesso na altura, a solução preferencial do regulador passava por um desinvestimento alargado, envolvendo a venda das marcas Shutterstock Editorial, Backgrid e Splash.
A Getty Images tinha acordado a compra da Shutterstock segundo um contrato de compra de ações firmado em 06 de janeiro de 2025 (fusão), por um valor aproximado de 245 milhões de libras (cerca de 282 milhões de euros) em dinheiro e 319,4 milhões de ações da Getty Images, criando uma entidade combinada com um valor empresarial superior a 3 mil milhões de libras (cerca de 3,4 mil milhões de euros), ou seja, um gigante na área de banco de imagens.
A Getty Images e a Shutterstock fornecem conteúdo digital, incluindo fotos, ilustrações, vídeos e música.
As duas empresas operam plataformas que licenciam conteúdo a clientes, o conteúdo destas empresas pode ser segmentado de forma geral em conteúdo editorial e conteúdo de arquivo (ou criativo).