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Primeiro-ministro britânico anuncia demissão e provoca onda de reacções

Trabalhista Andy Burnham anuncia que será candidato à sucessão de Keir Starmer

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Foto EPA

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que se vai demitir da liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do Governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.

   Numa declaração pelas 09:30 junto à residência oficial no número 10 de Downing Street, Starmer indicou que o sucessor deverá estar em funções em setembro. 

   Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio. "Vou solicitar ao Comité Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário, com o início das candidaturas a 09 de julho e a sua conclusão antes das férias parlamentares de verão (16 de julho). No caso de haver uma disputa, isto garantirá que um novo líder esteja em funções antes do regresso do Parlamento em setembro", adiantou. 

Starmer disse que permanecerá em funções uma potencial eleição interna para a liderança do partido esteja concluída. 

"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir uma transição de poder ordenada. Darei ao meu sucessor o meu apoio total e inequívoco, sabendo que ele herdará um Reino Unido muito mais forte e mais justo do que aquele que herdei há dois anos", garantiu.

Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio. 

"A questão que o meu partido coloca agora é se estou em melhor posição para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa questão. E aceito essa resposta com dignidade", admitiu.

O chefe do Governo indicou que falou com o Rei Carlos III esta manhã para o informar da decisão, embora a demissão de primeiro-ministro só aconteça após ser encontrado um sucessor à frente do Partido Trabalhista. 

Segundo a tradição, este será chamado a formar governo enquanto líder do partido com maioria parlamentar, sem a necessidade de convocar eleições legislativas. 

Recordando o contexto em que foi eleito, num regresso do Partido Trabalhista ao poder após 14 anos na oposição e enumerando uma série de conquistas ao longo de 23 anos de Governo, Starmer encerrou de forma emotiva. 

"Quando deixar o cargo mais importante do país, vou dedicar mais tempo à tarefa mais importante: ser o melhor marido possível para a minha fantástica esposa, Vic, que tem sido um pilar ao meu lado nos bons e maus momentos, e ser o melhor pai possível para os meus lindos filhos, que são o meu orgulho e a minha alegria", disse.

Von der Leyen agradece a Starmer por liderança na segurança europeia e ucraniana

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu hoje ao primeiro-ministro britânico demissionário, Keir Starmer, pela liderança na defesa da segurança europeia e ucraniana nos últimos dois anos no poder.

"A segurança da Europa e da Ucrânia está mais forte graças a si. Obrigado, caro Keir", escreveu Ursula von der Leyen na rede social X.

"Muitos líderes levam anos a tornarem-se os estadistas que o Keir se tornou em apenas dois anos", considerou a responsável na mensagem, publicada após o anúncio.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que se vai demitir da liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.

Nigel Farage quer eleições legislativas após demissão de Starmer

O líder do Partido Reformista, Nigel Farage, exigiu a realização de eleições legislativas, após o anúncio do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de se demitir da liderança do Partido Trabalhista.

"O Reform exige eleições e estamos prontos para promover uma mudança radical. Se o Partido Trabalhista pensa que pode enfiar mais um político profissional no número 10 [de Downing Street], está enganado", escreveu na rede social X. 

O Partido Reformista lidera as sondagens há quase dois anos e foi o partido com melhores resultados nas eleições locais e regionais de maio. 

Keir Starmer revelou esta manhã ter informado o Rei Carlos III da intenção de renunciar à liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão. 

Os candidatos a uma eleição interna deverão reunir o apoio de 81 deputados e formalizar o interesse até 16 de julho. 

Segundo a tradição do sistema parlamentar britânico, o vencedor herdará também a chefia do Governo enquanto líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.  

Esta manhã, o deputado do Partido Conservador Alex Burghart reconheceu não haver necessidade de o governo convocar eleições legislativas. 

Questionado na BBC sobre se o principal partido da oposição exigia a realização de eleições, Burghart respondeu "constitucionalmente não é obrigatório que haja eleições gerais" e que "é possível mudar de primeiro-ministro".

No domingo, o deputado trabalhista Mike Tapp, e aliado de Starmer, foi bastante criticado por colegas após sugerir legislação para forçar eleições legislativas se os líderes dos partidos no poder mudassem. 

"Será que chegou a altura de legislar? Se uma mudança de líder for imposta pelo próprio partido, então devem ser convocadas eleições gerais. Isso poria fim à rotatividade constante e faria com que todos os políticos se concentrassem na concretização das políticas, em vez de se dedicarem a intrigas políticas internas", escreveu na X. 

Oposição britânica critica Keir Starmer e Trabalhistas e pede ousadia a sucessor 

A líder do Partido Conservador britânico, Kemi Badenoch, reagiu hoje à demissão do primeiro-ministro afirmando que "o problema [do Reino Unido] não é apenas [Keir] Starmer", mas o Partido Trabalhista. 

Os deputados trabalhistas só querem impostos mais altos para distribuir mais subsídios", escreveu a líder da oposição na rede social X. 

Segundo Badenoch, "estas são as escolhas do Partido Trabalhista e os seus valores, independentemente de quem esteja à frente do partido". 

O líder dos Liberais Democratas, Ed Davey, afirmou que os britânicos estão "fartos de ser desiludidos por um carrossel interminável de primeiros-ministros, enquanto nada muda".

"Desta vez tem de ser diferente. Não pode tratar-se apenas de mudar quem ocupa o número 10, tem de se tratar de mudar a nossa política falhada para que possamos recuperar o nosso país", escreveu na X. 

Davey quer atacar o custo de vida elevado, um "novo acordo ousado com a Europa, reformar os serviços sociais para pôr fim à crise do sistema nacional de saúde e devolver o poder ao povo".

O líder dos Verdes, Zack Polanski, entende que o Reino Unido "precisa de uma mudança de rumo ousada" e que "Starmer perdeu a confiança do país". 

"Os interesses estabelecidos que estão a travar este país têm de ser confrontados, através de impostos sobre a riqueza dos super-ricos, da nacionalização dos serviços públicos, do controlo das rendas e da construção de habitação a preços acessíveis, bem como do fim do apoio ao genocídio perpetrado por Israel em Gaza", vincou. 

Polanski avisa que "o tempo das meias-medidas e dos remendos já passou há muito" e urge favorito à sucessão de Starmer, Andy Burnham a "ser ousado ou irá fracassar". 

Keir Starmer revelou esta manhã ter informado o Rei Carlos III da intenção de renunciar à liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão. 

Os candidatos a uma eleição interna deverão reunir o apoio de 81 deputados e formalizar o interesse até 16 de julho. 

Segundo a tradição do sistema parlamentar britânico, o vencedor herdará também a chefia do Governo enquanto líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.

Trabalhista Andy Burnham anuncia que será candidato à sucessão de Keir Starmer

O Presidente da Câmara de Manchester e recém-eleito deputado, Andy Burnham, anunciou que será candidato à sucessão de Keir Starmer, que hoje se demitiu da liderança do Partido Trabalhista. 

"A sua decisão marca o início de uma transição e é importante que este processo seja conduzido de forma ordenada e responsável. Disponibilizar-me-ei para fazer parte deste processo", escreveu na rede social X.

Burnham disse que "o país espera estabilidade, seriedade e um foco contínuo nas questões que mais importam, e é isso que irá obter".

Sobre a sua visão, elegeu como prioridade "trabalhar em conjunto para levar o país de volta ao ponto onde todos queremos que ele esteja" em termos de crescimento económico, custo de vida, serviços públicos, habitação e oportunidades para os jovens. 

Burnham prestou ainda homenagem a Starmer porque "prestou um enorme serviço ao nosso país" e agraceceu a "liderança e dedicação durante um período tão desafiante".

Keir Starmer revelou esta manhã ter informado o Rei Carlos III da intenção de renunciar à liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão. 

Os candidatos a uma eleição interna deverão reunir o apoio de 81 deputados e formalizar o interesse até 16 de julho. 

Segundo a tradição do sistema parlamentar britânico, o vencedor herdará também a chefia do Governo enquanto líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.