Madeira recebeu mais de um milhão de hóspedes nos primeiros cinco meses do ano
Os proveitos acumulados ascenderam a 346,1 milhões de euros, entre Janeiro e Maio
Excluindo o alojamento local com menos de dez camas, as dormidas na Madeira recuaram 2,2% em termos homólogos, contrariando a tendência nacional (+2,8%)
O alojamento turístico da Madeira registou, em Maio, um aumento de 2,1% nas dormidas e de 4,7% no número de hóspedes face ao mesmo mês de 2025, enquanto os proveitos totais cresceram 5,2%, alcançando 87,8 milhões de euros. Os dados hoje divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) revelam ainda que, nos primeiros cinco meses do ano, a Região ultrapassou um milhão de hóspedes e os proveitos acumulados ascenderam a 346,1 milhões de euros.
Em Maio, entraram nos estabelecimentos de alojamento turístico da Região 247 mil hóspedes, que originaram 1,18 milhões de dormidas. O alojamento local foi o segmento que mais contribuiu para o crescimento, registando uma subida homóloga de 11,9% nas dormidas, enquanto a hotelaria, responsável por 64,1% do total, apresentou uma quebra de 2,2%. Já o turismo no espaço rural recuou 1,8%.
Contudo, seguindo a metodologia utilizada pelo INE, que exclui o alojamento local com menos de dez camas, as dormidas na Madeira registaram uma diminuição de 2,2% em termos homólogos, contrariando a tendência nacional, onde se verificou um crescimento de 2,8%. Entre as regiões do país, a Madeira apresentou mesmo o maior decréscimo, apenas acompanhada pelo Oeste e Vale do Tejo (-1,5%), enquanto o Alentejo (+10%) e o Norte (+6,7%) lideraram os aumentos.
Apesar disso, o balanço dos primeiros cinco meses do ano mantém-se positivo. Entre Janeiro e Maio, o número de hóspedes aumentou 7,9%, para 1,006 milhões, e as dormidas cresceram 2,8%, totalizando cinco milhões.
A taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 67,6% em Maio, menos 4,9 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2025. Também a ocupação-quarto recuou, passando de 83,3% para 79,3%.
A estada média dos turistas diminuiu ligeiramente, passando de 4,45 para 4,31 noites. A hotelaria registou a permanência média mais elevada (4,35 noites), seguida do alojamento local (4,33 noites), enquanto o turismo no espaço rural apresentou uma média de 3,36 noites.
Alemanha continua a ser o principal mercado emissor
A Alemanha manteve-se como o principal mercado emissor da Madeira, representando 19,1% das dormidas e registando um crescimento de 4,5%. Portugal consolidou a segunda posição, com um aumento expressivo de 13,8% e um peso de 17,1%, enquanto o Reino Unido, terceiro maior mercado, recuou 11%, representando 14% das dormidas. França, Países Baixos e Polónia completam o grupo dos principais mercados emissores, sendo que os dez maiores mercados concentraram 82,5% das dormidas registadas no mês.
Os indicadores financeiros continuaram a evoluir favoravelmente. Os proveitos totais cresceram 5,2%, para 87,8 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento aumentaram 6,4%, atingindo 64,2 milhões. No acumulado do ano, os proveitos totais ascendem já a 346,1 milhões de euros, mais 9,1% do que no mesmo período de 2025, enquanto os proveitos de aposento cresceram 8,7%, para 247,4 milhões de euros.
Também os indicadores de rentabilidade melhoraram. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR), excluindo o alojamento local com menos de dez camas, aumentou 4,2%, fixando-se em 111,35 euros. Já o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) subiu 9,5%, passando de 128,26 para 140,44 euros.
Nos primeiros cinco meses do ano, o RevPAR atingiu 89,84 euros, mais 5,5% do que no período homólogo, enquanto o ADR cresceu 9,9%, situando-se nos 124,15 euros. Na hotelaria, estes indicadores também registaram aumentos, com o RevPAR a subir 6,2% e o ADR a crescer 11,2%, confirmando a valorização da receita por quarto apesar da redução das taxas de ocupação.