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Montenegro critica "censura moderna" em que só se fala de polémicas e incidentes

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O primeiro-ministro criticou hoje "uma espécie de censura moderna" em que as pessoas só conhecem as polémicas e os incidentes e o mais importante fica "escondido em notas de rodapé", defendendo Portugal "com orgulho em si próprio".

Luís Montenegro discursa esta noite na 50.ª Festa do Pontal, a tradicional 'rentrée' do PSD, que junta várias centenas de pessoas no Calçadão de Quarteira, Loulé, distrito de Faro.

"Não podemos viver uma espécie de censura moderna em que as pessoas só conhecem, sabem e debatem os assuntos mais polémicos, os assuntos de pequenos incidentes, dos pequenos episódios e deixar aquilo que é mais importante escondido em notas de rodapé ou mesmo omitido dos grandes espaços de veicular e comentar a informação", criticou.

O presidente do PSD disse que o partido e o Governo que lidera têm uma cultura política de "fazer mais e não falar assim tanto", o que, admitiu, "irrita muita gente" que queria que o executivo falasse "todos os dias".

"Queremos um Portugal com orgulho em si próprio, com menos maledicência, onde não haja tantos que encarem como um frete dizer aquilo que estamos a fazer bem", defendeu.

O Governo, segundo Montenegro, está concentrado "em fazer de Portugal um país maior" no aproveitamento do território, do seu potencial económico, na modernização do funcionamento do Estado e na resposta às pessoas nas suas necessidades.

Estão presentes no Pontal vários ministros como António Leitão Amaro, Ana Paula Martins, Maria do Rosário Palma Ramalho ou Manuel Castro Almeida, assim como o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

Entre as ausências, destaque para dois ministros que têm estado no centro das polémicas nas últimas semanas, Luís Neves (Administração Interna) e Fernando Alexandre (Educação), mas também Paulo Rangel (Negócios Estrangeiros) e Joaquim Miranda Sarmento (Finanças).

O primeiro-ministro chegou acompanhado pela mulher, Carla Montenegro, pelas 20:00 e percorreu o espaço da festa, começando por escrever uma mensagem no mural que estava numa exposição à entrada com várias fotografias desta festa que faz este ano 50 anos.

Montenegro não quis responder a perguntas dos jornalistas, cumprimentou vários sociais-democratas presentes, tirou algumas fotografias, recebeu abraços e palavras de incentivo e até provou uma bebida que tinha sido feita especialmente para assinalar os 50 anos desta "festa laranja".