DNOTICIAS.PT
Madeira

Economia madeirense cresce há cinco anos consecutivos

Desemprego desce para 4,5% no arranque de 2026

A DREM traça um panorama globalmente positivo da evolução económica e social da Região, pelo menos até Março deste ano.
A DREM traça um panorama globalmente positivo da evolução económica e social da Região, pelo menos até Março deste ano., Foto ASPRESS

A economia da Madeira completou, em Março, um ciclo de 60 meses consecutivos de crescimento, ao mesmo tempo que a taxa de desemprego recuou para 4,5% no primeiro trimestre de 2026, menos 2,2 pontos percentuais (p.p.) do que no período homólogo. Os dados constam da nova edição do Boletim Trimestral de Estatística, divulgada esta terça-feira pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), que traça um panorama globalmente positivo da evolução económica e social da Região.

Segundo a DREM, o Indicador Regional de Actividade Económica (IRAE) aponta para uma aceleração do ritmo de crescimento da economia madeirense face ao trimestre anterior, consolidando uma trajectória de expansão que atingiu, em Março, cinco anos consecutivos.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego fixou-se em 4,5%, registando uma redução de 2,2 p.p. em comparação com o primeiro trimestre de 2025 e de 0,4 pontos face ao trimestre anterior.

Os salários também continuaram a crescer. A remuneração bruta mensal média por trabalhador atingiu os 1.543 euros, representando uma subida nominal de 3,4% em termos homólogos e um aumento real de 0,6%.

Já a inflação manteve-se acima da média nacional. Em Março, a taxa de inflação na Madeira foi de 3,2%, comparando com 2,3% no conjunto do país. Ainda assim, o indicador recuou 0,3 pontos percentuais face a Dezembro de 2025.

Na área financeira, os dados do Banco de Portugal mostram que o rácio de empréstimos vencidos das sociedades não financeiras permaneceu nos 1,0%, enquanto o das famílias e instituições sem fins lucrativos também se situou em 1,0%, embora com ligeiros agravamentos face ao período homólogo e ao final de 2025.

O consumo privado manteve uma evolução positiva. De acordo com os dados da SIBS, o total de levantamentos e compras em terminais de pagamento automático aumentou 3,6% face ao primeiro trimestre do ano passado, impulsionado sobretudo pelo crescimento de 4,8% nas operações com cartões nacionais, apesar da quebra de 0,9% nos cartões internacionais.

No tecido empresarial, o saldo entre constituições e dissoluções de sociedades voltou a ser positivo. Entre Janeiro e Março foram criadas 357 empresas e dissolvidas 116, traduzindo-se num saldo líquido de mais 241 sociedades.

Agricultura e pesca contrariam desempenho positivo

A agricultura e a pesca constituíram as principais excepções ao desempenho positivo da economia regional. A comercialização de banana caiu 25% em termos homólogos, enquanto o gado abatido diminuiu 6,1%. Também o valor da pesca descarregada recuou 29,2%, penalizado sobretudo pela quebra de 30,9% no peixe-espada-preto. Em sentido inverso, a produção de ovos aumentou 51,3% e o abate de frango cresceu 6,3%.

No sector da energia, a produção de electricidade aumentou 5,3% relativamente ao mesmo período de 2025.

Na construção, o investimento manteve-se em terreno positivo, com um crescimento de 12,7% no número de edifícios licenciados e de 0,9% na quantidade de cimento comercializado. Em contrapartida, as vendas de alojamentos familiares recuaram 19% em valor.

A comercialização de Vinho Madeira também apresentou um desempenho favorável, com aumentos de 1,9% em valor e de 1,8% em quantidade.

O turismo continuou igualmente a sustentar a actividade económica regional. O movimento de passageiros nos aeroportos da Madeira cresceu 4% no primeiro trimestre, enquanto as dormidas no alojamento turístico aumentaram 2,3% e os proveitos totais do sector registaram uma subida de 9,2%.

Nos transportes marítimos, por seu turno, o movimento de mercadorias nos portos da Região aumentou 5,6% face ao período homólogo.