DNOTICIAS.PT
Madeira

Horários do Funchal foi além dos serviços mínimos em dia de greve geral

Adesão de quase 9% afectou algumas carreiras no Funchal. Na CAM a paralisação foi mais expressiva, com 20% de adesão; na Siga Rodoeste aderiram à greve 11% dos funcionários da empresa

Algumas carreiras foram afectadas pela greve. 
Algumas carreiras foram afectadas pela greve. , Foto Arquivo

A greve geral de hoje registou uma adesão de pouco mais de 8 % entre os trabalhadores da Horários do Funchal, segundo revelou ao DIÁRIO o presidente do conselho de administração da empresa, Marco Lobato.

Dos 561 funcionários da transportadora pública que opera na cidade do Funchal, 49 aderiram à paralisação, um número que permitiu à empresa assegurar não apenas os serviços mínimos decretados para esta quarta-feira, mas também ultrapassar a oferta inicialmente prevista.

Os serviços mínimos, fixados em 50% através de um despacho conjunto da Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude e da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, foram integralmente cumpridos, garante aquele responsável. E, de acordo com Marco Lobato, a operação acabou mesmo por superar esse patamar.

"Tínhamos previsto realizar um total de 1.225 viagens e, até ao momento [19 horas desta quarta-feira], já ultrapassámos esse limite", adiantou o responsável, sublinhando que a empresa conseguiu assegurar uma resposta acima da inicialmente programada.

No planeamento definido para o dia da greve, 39 carreiras estavam abrangidas por serviços mínimos obrigatórios, enquanto outras 21 não tinham qualquer obrigação de funcionamento. No entanto, a reduzida adesão dos motoristas à paralisação permitiu realizar viagens em várias destas linhas.

"Face à comparência dos nossos motoristas, acabámos por efectuar algumas viagens em carreiras que não estavam abrangidas pelos serviços mínimos", explicou Marco Lobato.

Questionado sobre eventuais linhas mais afectadas pelos constrangimentos da greve, o presidente do conselho de administração afirmou não ter sido identificado nenhum caso particular que merecesse destaque.

Apesar do impacto limitado da paralisação na operação da empresa, Marco Lobato reconheceu os transtornos causados aos utilizadores dos transportes públicos. "Lamentamos sempre os constrangimentos para a população que necessita de utilizar os transportes públicos. Trata-se de uma greve geral e compreendemos que, por mais que tentemos minimizar estes efeitos, nem sempre é fácil", referiu.

Ainda assim, o responsável considera que a resposta dada pela empresa correspondeu às necessidades dos passageiros. "Sentimos que conseguimos corresponder às expectativas da população, uma vez que os serviços mínimos não só foram garantidos, como foram superados", concluiu.

De acordo com informação avançada pelo IMT - Instituto de Mobilidade e Transportes, através da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, que tutela aquele organismo público, nas outras transportadoras, a greve foi mais expressiva na CAM - Companhia de Autocarros da Madeira, com uma adesão de 20%. Já na Siga Rodoeste, a paralisação tocou 11% do total de funcionários da empresa.