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Madeira

Saúde lidera impacto da greve geral na Madeira

Trabalhadores concentrados ao pé da Assembleia Legislativa da Madeira

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Foto Rui Silva/ASPRESS

A greve geral desta quarta-feira, 3 de Junho, está a ter um impacto significativo em vários serviços na Madeira, com o sector da saúde a destacar-se como aquele onde os efeitos da paralisação são mais visíveis. O balanço foi feito por Alexandre Fernandes, coordenador da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), que considera "bastante positivo" o nível de adesão registado até ao momento.

"Neste momento, em termos daquilo que nós podemos avançar nos impactos, obviamente o sector da saúde é aquele onde o impacto está a ser mais sentido, com valores muito interessantes e muitos trabalhadores em serviços mínimos", afirmo.

Segundo o dirigente sindical, existem centros de saúde com valências encerradas ou fortemente condicionadas e o Hospital Dr. Nélio Mendonça está a funcionar apenas com os serviços essenciais. "Temos centros de saúde, os maiores do Funchal, com valências encerradas ou muito condicionadas. Temos o bloco operatório sem as cirurgias programadas, mantendo apenas os serviços destinados às urgências", explicou.

Alexandre Fernandes revelou ainda que a adesão dos enfermeiros ronda os 86%, destacando igualmente a participação de outros profissionais. "Efectivamente são os enfermeiros, mas também os assistentes técnicos, os técnicos e os trabalhadores operacionais que estão a ter uma participação muito forte nesta greve."

Além da saúde, a paralisação está a afectar outros serviços públicos. "Temos a Loja do Cidadão com serviços encerrados e outros muito condicionados."

Tal como noticiado ontem pelo DIÁRIO, os efeitos da greve já se faziam sentir durante a noite no SESARAM, com o PCP a saudar a participação na luta. 

Questionado sobre uma eventual quebra de mobilização dos trabalhadores em comparação com a greve geral realizada em Dezembro, Alexandre Fernandes rejeitou essa ideia. "Nós não fazemos essa avaliação. Tudo aquilo que sentimos nos plenários realizados pelos sindicatos mostra exactamente o contrário. Os trabalhadores identificam-se com esta luta e com a exigência da retirada do pacote laboral", afirmou.

O sindicalista considera mesmo que existem sectores onde a greve está a ter mais impacto do que na paralisação anterior. "Há serviços onde o impacto não se sentiu tanto em Dezembro e que desta vez estão a sentir-se de forma mais evidente. Há uma consistência muito grande na adesão dos trabalhadores."

Veja alguns dos momentos captados pelo fotógrafo da ASPRESS, Rui Silva, da greve geral, que contou com a presença de diversas frentes sindicais, em frente à Assembleia Legislativa da Madeira. 

Greve geral mobiliza centenas de trabalhadores no Funchal

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Andreia Correia , 03 Junho 2026 - 11:49

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