Greve geral mobiliza centenas de trabalhadores no Funchal
Concentração junto à Assembleia Legislativa da Madeira reúne diversas frentes sindicais
A greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de Junho, pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), e impulsionada pela União de Sindicatos da Madeira (USAM), está a mobilizar centenas de trabalhadores no Funchal, com uma concentração em frente à Assembleia Legislativa da Madeira.
Diversas frentes sindicais juntaram-se ao protesto contra o pacote laboral, um conjunto de alterações ao Código do Trabalho que tem gerado forte contestação por parte de sindicatos e organizações de trabalhadores. Na Região, a USAM tem vindo a desenvolver, nas últimas semanas, várias acções de sensibilização e mobilização, apelando à adesão de trabalhadores de diferentes sectores.
A paralisação está a ter impacto significativo em vários serviços. Tal como avançou Alexandre Fernandes, coordenador da USAM, o sector da saúde está a funcionar apenas em serviços mínimos. Também centros de saúde apresentam serviços encerrados ou condicionados. Na área da educação, a Escola da Cruz de Carvalho encontra-se encerrada.
No sector produtivo, o armazém de produção regista uma adesão de cerca de 75%. Já os transportes no Funchal operam com serviços mínimos, enquanto vários voos foram cancelados, situação que, segundo refere, em nada está relacionada com as condições meteorológicas.
Sindicatos representativos do comércio, serviços, educação e saúde manifestaram apoio à greve, reforçando a dimensão transversal do protesto. Esta é a segunda greve geral realizada contra a reforma da lei laboral.
O coordenador da União dos Sindicatos da Madeira defendeu a legitimidade da paralisação, sublinhando o contexto regional: “Aqui, onde o custo de vida dispara e a habitação é um luxo, este ataque aos direitos laborais é ainda mais violento”. O dirigente considerou ainda tratar-se de “uma justa luta” por melhores condições de trabalho e pela defesa de direitos adquiridos.
Como já noticiado pelo DIÁRIO, apesar da adesão expressiva, estão assegurados serviços mínimos em sectores essenciais.
“Esta greve não é o fim. É um aviso. Vamos conquistar uma Madeira mais justa para quem trabalha”, termina Alexandre Fernandes.