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Assembleia Legislativa Madeira

PS defende combate às desigualdades no acesso a respostas de verão

Sancha Campanella sublinha impacto social e económico da falta de estruturação durante as interrupções lectivas

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A deputada Sancha Campanell (PS), defendeu esta manhã a necessidade de reforçar e estruturar as respostas de apoio às crianças durante as interrupções letivas, sublinhando o impacto social e económico desta questão nas famílias madeirenses.

Na ocasião, a socialista destacou que os Actividades de Tempos Livres (ATL) desempenham um papel que vai além do simples acompanhamento, funcionando como instrumentos de igualdade de oportunidades, inclusão social e apoio ao desenvolvimento das crianças.

“Esta realidade assume particular importância numa Região marcada por fortes exigências de conciliação entre a vida profissional e a vida familiar e elevados custos de vida”, afirmou, alertando para o peso financeiro que recai sobre muitos agregados familiares.

Sancha Campanella sublinhou ainda que o acesso às respostas de acompanhamento infantil não pode depender da capacidade económica das famílias, defendendo que essa dependência “agrava situações de desigualdade social desde os primeiros anos de vida”.

A deputada chamou também a atenção para dados da rede escolar regional, referindo que uma grande parte dos alunos beneficia de acção social escolar, o que, no seu entender, demonstra a dimensão da vulnerabilidade social existente.

“Para muitas crianças a escola representa igualmente estabilidade, acompanhamento, alimentação e suporte social”, referiu e alertou para o impacto do encerramento dos estabelecimentos de ensino durante as férias.

No plano das propostas, a socialista defendeu que as políticas públicas nesta área devem ser estruturadas com planeamento prévio, levantamento de necessidades e reforço de recursos humanos, financeiros e logísticos, incluindo transportes.

Apesar de concordar com a intenção do projecto em discussão, Sancha Campanella apontou fragilidades na sua concretização, nomeadamente a ausência de metas, calendarização e mecanismos claros de implementação.

“Antes de expandir respostas importa conhecê-las, avaliá-las e torná-las transparentes”, afirmou, defendendo a criação de um sistema regional mais consolidado e articulado entre entidades públicas, sociais e privadas.

A socialista concluiu que o PS acompanha favoravelmente a iniciativa, mas exige maior concretização e planeamento, de forma a garantir uma resposta “mais completa, transparente e justa” para as famílias madeirenses.