Reforçados meios de prevenção e combate aos incêndios rurais na RAM
A Região Autónoma da Madeira (RAM) reforçou esta segunda-feira os meios de prevenção e combate aos incêndios rurais com a entrada em vigor do nível BRAVO do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026.
Segundo nota à imprensa, "até 30 de Novembro, o DECIR contará com uma estrutura operacional permanente e dedicada que envolve a actuação coordenada dos corpos de bombeiros da Região, das Forças Armadas, Forças e Serviços de Segurança, da autoridade florestal e das estruturas municipais de Protecção Civil".
Revela que "também ao longo deste período é activado no Comando Regional de Operações de Socorro (CROS) uma Equipa de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF), que assegura o controlo permanente do dispositivo de prevenção operacional (vigilância fixa e móvel) e coordenação efectiva entre Bombeiros, Exército, Guarda Nacional Republicana (GNR), Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) e Polícia de Segurança Pública (PSP)". O dispositivo, prossegue, "representa um investimento do Governo Regional de 1,6 milhões de euros e reforça o Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS) nas ilhas da Madeira e do Porto Santo".
Adianta que "neste sistema estão integrados meios e recursos dos diferentes Agentes de Protecção Civil, bem como de organismos e entidades com dever de cooperação, que actuam na prevenção operacional e no combate aos incêndios rurais".
O briefing de início deste nível de empenhamento, contou com a presença da secretária regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, que destacou a preparação e a capacidade de resposta do dispositivo integrado, que conta com forças motivadas e empenhadas neste desígnio regional.
“Entra hoje em vigor o plano operacional de combate a incêndios rurais. Para o feito, asseguramos o controlo permanente do dispositivo de prevenção operacional e combate e a coordenação efectiva entre Bombeiros, Exército, GNR, PSP, Cruz Vermelha e IFCN, a par dos demais actores do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. Este ano temos mais equipamentos e meios no terreno e, acima de tudo, homens e mulheres empenhados em proteger a nossa floresta. Os riscos são elevados, mas sinto e sei que os madeirenses e porto-santenses podem ficar descansados, porque temos equipas prepararas, formadas e capacitadas para nos protegerem”, valorizou Micaela Fonseca de Freitas.
A mesma nota refere que "o DECIR 2026 resulta do trabalho conjunto das entidades que integram o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), assegurando uma resposta integrada nas componentes de vigilância, primeira intervenção, combate e apoio às operações".
Acrescenta que "antes do arranque do período mais crítico do DECIR 2026, foi desenvolvido um programa de aprontamento, que incluiu formação e treino para 1.279 operacionais, através de 76 acções pedagógicas e 1.745 horas de formação". E prossegue: "Foram realizados exercícios conjuntos de interoperabilidade entre as várias forças, assegurando ainda a especialização de operadores de drones, técnicos de fogo de supressão e desenvolvidas duas formações pioneiras a nível nacional, na análise de incêndios rurais e na segurança operacional".
Segundo a mesma nota, "o dispositivo deste ano introduz várias melhorias destinadas a reforçar a capacidade de prevenção, combate e de coordenação das operações de resposta a incêndios rurais".
"Entre as principais novidades destacam-se a criação de uma Equipa de Análise e Uso do Fogo, composta por bombeiros com formação especializada, o reforço das Brigadas Helitransportadas, que passam de 46 para 60 bombeiros, e o aumento das equipas de vigilância do Exército durante o período crítico", revela.
Acrescenta que "o DECIR 2026 prevê ainda o reforço da resposta de emergência pré-hospitalar e apoio sanitário, com a Cruz Vermelha Portuguesa a integrar este dispositivo com duas equipas durante o período de maior risco". "É ainda implementada a função de Adjunto de Segurança nas operações, reforçando a proteção dos operacionais no terreno", sustenta.
Refere que "o dispositivo passa igualmente a contar com uma maior integração dos Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANT), através da colaboração entre Forças Armadas, IFCN, bombeiros e serviços municipais de protecção civil, reforçando a capacidade de vigilância e monitorização preventiva".
Explica também que "será entregue um reforço de equipamentos da rede SIRESP às forças de empenhamento permanente, melhorando as comunicações de emergência".
Além disso, sublinha que "o conceito de operação mantém a aposta na deteção precoce e na resposta rápida às ocorrências". "Após a recepção de um alerta, os meios de socorro mais próximos são mobilizados de imediato, com o objevtivo de garantir uma intervenção rápida e coordenada desde os primeiros minutos", afirma.
Diz ainda que "sempre que necessário, o dispositivo pode ser reforçado com meios aéreos, equipas especializadas e estruturas de comando e apoio à decisão, assegurando uma resposta ajustada à evolução de cada incêndio".
E conclui: "A coordenação institucional e o comando operacional são assegurados pelo Comando Regional de Operações de Socorro (CROS), que mantém a monitorização permanente da situação e a articulação entre todas as entidades envolvidas".