Maria do Carmo Gomes destaca normalidade do acto eleitoral do Chega apesar de incidente
A representante da lista candidata às eleições internas do Chega Madeira, Maria do Carmo Gomes, fez um balanço positivo do acto eleitoral, apesar do incidente registado durante a manhã, que considerou "desnecessário e evitável".
Segundo a dirigente, a votação decorreu de forma tranquila, à excepção da situação envolvendo a militante Magda Costa, que foi impedida de participar no processo eleitoral por se encontrar suspensa no âmbito de um processo disciplinar. A PSP esteve no local.
Maria do Carmo Gomes defendeu que a decisão resultou do cumprimento das determinações do Conselho de Jurisdição Nacional, sublinhando que "como em qualquer instituição, as pessoas têm direitos, mas também têm deveres". Acrescentou que, perante um processo disciplinar em curso, "há que respeitar as decisões vindas da hierarquia" do partido.
Questionada sobre a expectativa em relação à eleição de Hugo Nunes para a liderança regional, Maria do Carmo Gomes afirmou que o novo presidente deverá apresentar um discurso centrado na recuperação e reorganização da estrutura partidária na Madeira.
A representante da lista sustentou que o objectivo passa por reforçar o papel do Chega como força de oposição na Região, defendendo que o partido pretende dar voz aos madeirenses e porto-santenses e continuar a centrar a sua acção política no combate à corrupção, ao compadrio e na defesa da autonomia regional.
"O Chega é um partido autonomista, que respeita a autonomia da Madeira, compreende a realidade insular e as dificuldades vividas pelos madeirenses e porto-santenses devido à ultraperiferia", concluiu.