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Igreja "chamada a falar com autoridade" em nome da dignidade e paz, dizem cardeais

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Foto EPA

Os cardeais reunidos no segundo consistório do pontificado de Leão XIV consideraram que a Igreja Católica "se sente chamada a falar com autoridade" em defesa da dignidade humana, da paz, da reconciliação e do bem comum.

O segundo consistório extraordinário sob presidência de Leão XIV começou ontem e termina este sábado.

Na abertura da primeira sessão, o Papa pediu aos 178 cardeais "apoio, sinceridade e lealdade".

Segundo uma nota da Santa Sé, vários dos grupos de trabalho realçaram que "a Igreja se sente chamada a falar com autoridade pela dignidade da pessoa, pela paz, pela reconciliação e pelo bem comum", numa altura em que "muitas instituições passam por uma crise de credibilidade".

Os cardeais apontaram que "existe uma generalizada desconfiança, fatalismo e impotência em relação às instituições e à democracia", tendo abordado "como a crescente polarização" das sociedades e comunidades "obstaculiza a governança e a coexistência" e "como a violência aumenta como meio de resolver disputas", levando a "antagonismos pessoais, agressões e, a nível internacional, a guerras e conflitos".

Muitos dos grupos analisaram "o individualismo exacerbado, a crise da família, a solidão, tanto entre os idosos como entre os jovens, o aumento dos suicídios e o consumo de drogas", bem como necessidade de "políticas de integração eficazes" para os migrantes.

A desinformação, a delinquência juvenil, o narcotráfico, a diminuição da natalidade e o aumento de grupos criminosos foram também abordados.

O Papa esteve presente no consistório até se iniciarem os debates entre os diferentes grupos de trabalho e regressou para encerrar a sessão plenária.