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Retirada de 11 mil marinheiros do Golfo Pérsico deve demorar semanas

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Foto Shutterstock

A retirada de 11 mil marinheiros da região do Golfo Pérsico, por causa do fecho do Estreito de Ormuz, deve demorar "algumas semanas", previu hoje o secretário-geral da Organização Marítima International (OMI), Arsenio Dominguez, em entrevista à AFP.

A operação deve permitir aos 600 navios imobilizados desde o início da guerra sair finalmente da região.

"Alguns navios já passaram ontem (terça-feira) ao início da tarde" pelo Estreito de Ormuz, logo a seguir ao anúncio, avançou Dominguez.

"É um processo progressivo", realçou. "Com alguma sorte, a próxima etapa será alcançar cerca de 50 navios por dia, mas ainda precisaremos de algumas semanas antes de acabar a retirada" de todos os marinheiros, disse.  

"O que queremos evitar são as colisões e os acidentes", que poderiam acontecer se todos os navios tentassem sair ao mesmo tempo.

A retirada deve realizar-se por duas rotas distintas, uma ao longo da costa de Omã e outra ao longo da iraniana.

   "Temos recebido informação sobre a existência de minas" na via de circulação habitual, a qual "deve ser tornada segura, antes de poder ser utilizada", afirmou Dominguez, que aludiu à presença de "mais de 80 minas".

O protocolo de acordo entre Irão e EUA determina que os iranianos vão desminar a zona em 30 dias.

O plano da OMI é conduzido em cooperação com Irão, Omã, outros Estados ribeirinhos, EUA e a indústria do transporte marítimo.

As eventuais entradas de navios no Golfo Pérsico só respeitam a um número limitado, indicou.