DNOTICIAS.PT
País

Seguro considera que "interior não é um fardo" e precisa de uma oportunidade

None

O Presidente da República, António José Seguro, considerou hoje que "o interior não é um fardo" e que "precisa de uma oportunidade" para o seu potencial, pedindo uma visão estratégica e "investimento público que potencie o investimento privado".

O chefe de Estado dedica o dia de hoje à Covilhã e fez questão de assinalar que esta é a sua primeira visita oficial à Beira Baixa, de onde é natural, um momento que disse que "ficará gravado no coração e na memória".

"Eu considero que o interior não é um fardo. O interior é um potencial de oportunidades", enfatizou, numas breves palavras na Câmara da Covilhã, antes de uma reunião com líderes das juventudes partidárias e representantes jovens dos partidos com representação parlamentar.

Na véspera do Dia Internacional da Juventude, António José Seguro pretendeu "projetar o futuro com jovens que não desistem do interior e que sabem que o interior precisa de uma oportunidade", defendendo que "não há territórios dispensáveis" em Portugal.

"Precisamos de fazer um equilíbrio entre competitividade e coesão que existe mais nas regiões do litoral e qualidade ambiental que existe mais nas regiões do interior", defendeu.

O Presidente da República defendeu a necessidade de "uma visão estratégica" e de "investimento público que potencie o investimento privado", considerando que assim haverá "condições para que os jovens depois façam as suas opções".

"E possam ficar, se quiserem, possam ir em mobilidade para outras zonas de Portugal ou do mundo e regressar. O que não podemos aceitar é que, passados 60 anos, se volte a emigrar ou a migrar dentro de Portugal por necessidade", apontou.

Seguro referiu que estava neste encontro essencialmente para ouvir as juventudes partidárias e o Conselho Nacional de Juventude, considerando que o trabalho destes intervenientes é de "muita qualidade". 

"Nós precisávamos ter mais jovens a participar no associativismo, mas isso não é uma forma de criticar aqueles que se disponibilizam para trabalhar no associativismo por serem poucos. Pelo contrário, é de vos homenagear pela vossa resiliência, pelo vosso empenhamento e pelas vossas causas", elogiou.

Para o Presidente da República, que foi presidente do Conselho Nacional de Juventude, o associativismo "é uma forma de os jovens intervirem de uma forma mais organizada e mais estruturada".