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Madeira

Vereadores independentes da CMF criticam debate sem qualquer "contributo relevante" sobre habitação

Acreditam que o debate, uma iniciativa do PS, fica aquém do objectivo e não acrescenta nada ao Funchal

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Os vereadores independentes da Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas, lamentam a realização do debate sobre habitação promovido pelo PS, considerando que a iniciativa foi profundamente inoportuna, desadequada e incapaz de acrescentar qualquer contributo relevante para a resolução de um dos maiores problemas que hoje afectam os funchalenses.

Através de comunicado os vereadores afirmam que o debate ficou marcado por uma abordagem distante da realidade local e pela ausência de entidades que poderiam efectivamente enriquecer a discussão com conhecimento técnico e experiência prática.

Acrescentam que, o convidado da sessão, Paulo Neves, natural do Algarve, limitou-se a transmitir a ideia de que, na Madeira, tudo o que se faz em matéria de habitação é exemplar. Os vereadores independentes entendem que a realidade madeirense deve ser analisada por quem conhece o território e os seus desafios, não necessitando de lições vindas do Algarve sobre um tema tão sensível para as famílias madeirenses.

E dizem que o PS falhou ao não convidar a Ordem dos Engenheiros, cuja visão técnica seria indispensável para um debate sério sobre planeamento urbano, construção e reabilitação habitacional.

Da mesma forma, acham incompreensível a ausência de representantes das cooperativas madeirenses de habitação, entidades que ao longo dos anos têm desempenhado um papel importante na criação de soluções para muitas famílias e que poderiam ter dado um contributo valioso para a discussão.

Perante estas omissões, Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas consideram que este debate acabou por ser apenas um exercício político, sem qualquer novidade, sem propostas concretas e sem capacidade para contribuir para uma estratégia eficaz de resposta à crise habitacional no Funchal.

Infelizmente, este debate revelou-se mais um exercício político do que um verdadeiro espaço de procura de soluções para a crise habitacional, ficando muito aquém das necessidades da cidade do Funchal. Faltaram propostas concretas, faltou a participação de entidades fundamentais e perdeu-se uma oportunidade para contribuir de forma séria e construtiva para uma estratégia eficaz que garanta mais habitação acessível para os funchalenses. Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas

Este texto foi elaborado pelo estagiário Marco Baeta Sousa, sob a supervisão do editor-executivo João Filipe Pestana