Assuntos diversos

No DN de 23 de Maio de 2026, página 28, com o título «Entre excedentes e dificuldades, a Madeira real», a Sr.ª articulista Marta Freitas escreveu, nas últimas dez linhas, o seguinte:

«Precisa de justiça social efectiva, salários dignos, protecção social eficaz e de um orçamento que não se deixe ficar pelo brilho dos excelentes, mas que chegue à vida concreta das pessoas, à renda da casa, à alimentação, à saúde, aos transportes e à dignidade de cada madeirense.»

Eu, José Fagundes, estou em sintonia com a ilustre Sr.ª Marta Freitas, tendo em conta a nossa presente realidade, pelo facto de os nossos governantes não estarem preocupados com a real pobreza do povo madeirense, numa altura em que o custo de vida é superior aos seus salários e vencimentos. Por consequência, existe muita pobreza entre a população madeirense.

No DN de 24 do mesmo mês, página 3, com o título «Funchal contrata equipa externa para ajudar a rever o PDM», surge uma fotografia abrangendo três colunas, com a legenda: «Equipa multidisciplinar apoiará elaboração do PDM. CMF sublinha que não abdica do seu papel central no processo.» Surge ainda em destaque, na coluna do meio: «CMF quer responder aos desafios da habitação e do futuro da cidade.» Nas últimas oito linhas pode ler-se:

«Um PDM preparado para o futuro que ambicionamos para o Funchal, capaz de criar mais habitação, mais oportunidades e melhores condições para que as famílias possam continuar a viver e construir o seu projecto de vida na nossa cidade.»

O Sr. Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Dr. Jorge Carvalho, é uma pessoa que sabe muito bem o que é viver com dificuldades.

Os seus pais trabalharam muito para lhe proporcionar a possibilidade de obter o seu doutoramento, bem como a instrução e a educação dos seus irmãos e irmã.

A conhecida família Carvalho, oriunda do Porto da Cruz, é uma verdadeira família cristã, pelo facto de ter dado à Igreja Católica Romana padres, freiras, doutores, professores e lavradores que cultivaram muita terra para alimentar as pessoas, tendo sempre o sentimento de contribuir, com os seus conhecimentos, para o bem comum.

No DN de 25 do mesmo mês, página 24, na última carta, o Sr. Edgar B. Silva, com o título «Saber morrer», escreveu, nas últimas cinco linhas, o seguinte:

«Para terminar, desejo que cada pessoa aproveite cada minuto da sua vida como se fosse o último. Com alegria, felicidade e saúde, e que nunca tenha medo da morte.»

Todo o ser humano está de passagem pelo planeta Terra. Todavia, o seu espírito é divino. Se uma pessoa não morrer de consciência tranquila, havendo qualquer assunto que tenha prejudicado outrem, o seu espírito não estará em paz, podendo causar perturbações aos seres vivos.

Eu, José Fagundes, fui vítima de uma pessoa que faleceu em desarmonia social, causando danos materiais na gráfica da qual eu era proprietário. Cheguei mesmo a mandar celebrar missas por esse espírito danoso.

A questão é a seguinte: como é que uma pessoa que nunca tinha visto esse ser humano, por este ter falecido há alguns anos, conseguiu reconhecer, numa fotografia com vários homens, a figura do falecido que aparecia na gráfica?

Na página 26 do mesmo DN, com o título «O IVA da Restauração», artigo do Sr. Nuno Morna, pode ler-se nas últimas nove linhas:

«Tributa-se o trabalho que a torna possível. Depois não vale fingir espanto quando o emprego fica mais frágil, os preços sobem, as empresas fecham e a economia local perde força. A surpresa, nesse caso, não é uma análise. É teatro. E, como quase sempre nestas matérias, nem sequer é teatro bom.»

A questão do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é que se trata de um imposto pago por todos os consumidores, sejam miseráveis, pobres, ricos ou milionários.

Qualquer mercadoria, desde o fabricante até ao consumidor final, sofre o acréscimo do IVA nas diversas transacções. Isto é, se uma mercadoria sai da fábrica por 100 euros, o consumidor final poderá pagar 200 euros ou mais. Por conseguinte, a vítima é o consumidor final.

No DN de 26 de Maio do corrente ano, com o título «Pacote laboral: um ataque sem precedentes», do ilustre deputado à Assembleia da República, Sr. Filipe Sousa, surge em destaque, em letras maiúsculas, a seguinte frase:

«Nenhuma economia é forte quando os trabalhadores vivem sem estabilidade.»

Nas últimas seis linhas pode ler-se:

«Por detrás de cada contrato, de cada horário e de cada salário, existem vidas, famílias e sonhos.

Defender os trabalhadores é defender a estabilidade, a justiça e o futuro de Portugal. Hoje.»

O Sr. Deputado à Assembleia da República Filipe Sousa, pelo facto de ter sido um dos fundadores do Partido Juntos Pelo Povo (JPP), em Santa Cruz, Madeira, não deixa de ser um representante do povo madeirense, independentemente do partido de cada cidadão. Enquanto deputado à Assembleia da República, é um representante de todos os madeirenses.

José Fagundes