Assuntos diversos
Na última página do DN de 14 de Maio de 2026, está em destaque o título: “Ideias fundadoras intocáveis”; e o primeiro editorial, publicado a 11 de Outubro de 1876, mostra que o DIÁRIO nasceu para combater três distâncias: a distância entre a verdade e o boato; entre a Madeira e o mundo; e entre as pessoas e a informação.
Eu, José Fagundes, sou assinante do Diário de Notícias há já várias dezenas de anos e continuarei a sê-lo, pagando a assinatura anual, pelo facto de ser um diário credível, que dá conhecimento através das suas verdadeiras notícias diárias, assim como de artigos de cultura geral.
No DN de 15 de Maio do corrente ano, nas páginas 32 e 33, com o título em parangona “Saúde mental lidera pedidos de apoio”, surge uma fotografia ocupando as três colunas centrais, com a legenda em letras brancas: “Natacha Torres da Silva, coordenadora nacional do programa ‘Cuida-te’”; estando no fundo da fotografia, em letras pretas: “A psicóloga é uma das oradoras convidadas do II Seminário intitulado ‘Cuidar do presente e proteger o amanhã: saúde mental em foco. Prevenção de comportamentos aditivos nos jovens’”.
Na resposta à última pergunta, pode ler-se: “Espero que levem a convicção de que a prevenção baseada em evidência exige rigor, ética e monitorização sistemática. Que compreendam que capacitar e gerar ambientes saudáveis é mais eficaz do que limitar”.
A Senhora Doutora Natacha Torres da Silva tem razão em chamar a atenção para o facto de a prevenção baseada em evidência exigir rigor, ética e monitorização. Se as pessoas adultas tivessem posto em prática estes princípios nas suas gerações, presentemente teríamos uma sociedade mais humanizada e evoluída.
Na página 34 do mesmo DN, encontram-se dois títulos: “Madeira Livre”, do ilustre Dr. Pedro Coelho, e “Um cortejo por mês”, do ilustre Dr. Carlos Pereira.
O Sr. Dr. Pedro Coelho, deputado madeirense representante do PSD, no penúltimo parágrafo cita o que o senador Vasco Gonçalves Marques disse no discurso de 9 de Março de 1923: “São velhas as nossas razões de queixa. Desde sempre que a Madeira reclama, pede, insiste para que adoptem aquilo de que necessita, e em vão espera pela hora da justiça. De tempos a tempos, para adormecer as iras, concediam-lhe uma parcela mínima das suas reclamações”.
É natural que nós, portugueses madeirenses, não sejamos inferiores aos portugueses continentais, visto Portugal dever muito da sua expansão ultramarina ao povo da Madeira, que foi povoado por pessoas do Norte ao Sul de Portugal e por povos de outros países.
Portugal continental muito deve ao povo madeirense, porque foi a partir do arquipélago da Madeira que Portugal se expandiu globalmente, estando dezenas de milhares de madeirenses espalhados pelos vários continentes do nosso planeta.
No mesmo DN, na última página, com o título “Um compromisso que nunca falha”, surge uma fotografia em rectângulo abrangendo cinco colunas, com o seguinte texto na terceira coluna: “Entre avarias, incêndios, aluviões e crises, o DIÁRIO também já enfrentou momentos de enormes contrariedades sem nunca abdicar da sua principal missão, a de informar os madeirenses”.
Nas últimas dez linhas pode ler-se: “Por isso, o próximo dia 11 de Outubro de 2026, mais do que uma celebração histórica, também representa o reconhecimento do esforço contínuo de gerações de jornalistas, designers, técnicos, distribuidores e restantes colaboradores que, dia após dia, garantiram um compromisso que nunca falha”.
O facto de o DN existir há quase 150 anos, faltando menos de uma centena e meia de dias para essa data histórica, é sinal de que sempre teve importância social, bem como valor informativo e cultural.
José Fagundes