Sobe para 11 o número de mortos devido a recentes ataques russos
A Rússia atacou a Ucrânia com mais de 700 mísseis e drones durante a noite, matando pelo menos 11 pessoas, ferindo dezenas e deixando outras presas sob os escombros, disseram hoje as autoridades.
A Rússia lançou 73 mísseis e 656 drones sobre a Ucrânia, de acordo com a força aérea ucraniana, tendo como principais alvos a capital Kiev, a cidade central de Dnipro e as cidades orientais de Poltava, Kharkiv e Zaporizhzhia.
As forças de defesa aérea da Ucrânia destruíram e neutralizaram 40 mísseis e 602 drones.
Foram registados impactos de 30 mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e 33 drones em pelo menos 38 locais. Detritos de drones destruídos caíram em 15 locais, informou a força aérea.
Pelo menos quatro pessoas morreram em Kiev e 63 ficaram feridas, incluindo três crianças, informou o serviço de emergência estatal da Ucrânia, em comunicado publicado na plataforma de mensagens Telegram.
Edifícios residenciais e outras infraestruturas civis foram danificados em oito áreas de Kiev.
Na região central de Dnipropetrovsk, pelo menos seis pessoas morreram e outras 36 ficaram feridas depois de ataques russos terem atingido a cidade de Dnipro, segundo o serviço de emergência. Um segundo ataque, quando os socorristas chegaram ao local, matou um deles.
Em Kharkiv, pelo menos 14 pessoas ficaram feridas e casas, garagens e carros ficaram danificados.
Um edifício residencial de dois andares e parte de um bloco de apartamentos de quatro andares foram danificados, com pessoas presas sob os escombros do bloco.
Em Kiev, na área de Podilskyi, ocorreram danos parciais nos andares superiores de um edifício de nove andares, deixando pessoas presas sob os escombros.
As operações de resgate estavam em curso às primeiras horas da manhã, mesmo com o alerta de ataque aéreo ainda em vigor.
No zona de Solomianskyi, também na capital ucraniana, um edifício de 20 andares e outro de 24 andares foram danificados.
O exército da Rússia confirmou o lançamento de "um ataque massivo com armas aéreas, terrestres e marítimas de longo alcance e precisão, incluindo mísseis hipersónicos e drones".
O ataque teve como alvo "instalações do complexo industrial militar (...), infraestruturas de combustível e de transporte ucranianas utilizadas pelo exército ucraniano e campos de aviação militares", acrescentou, numa nota publicada na plataforma de mensagens MAX.
Moscovo, que bombardeia a Ucrânia quase todas as noites, intensificou os ataques diurnos nos últimos meses, provocando uma resposta de Kiev.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou na sexta-feira que Moscovo estava a preparar "mais um ataque maciço" contra a Ucrânia, enquanto a Rússia pediu aos diplomatas estrangeiros que abandonem Kiev.
As negociações para pôr fim à ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, que matou centenas de milhares de pessoas e criou milhões de refugiados em mais de quatro anos de conflito, estão paradas.