Mais de mil pessoas foram mortas em Gaza durante cessar-fogo
As operações israelitas na Faixa de Gaza mataram 1.005 palestinianos desde que foi alcançado um cessar-fogo entre Israel e o grupo militante Hamas, em outubro passado, informou hoje o Ministério da Saúde de Gaza.
O enclave tem sido alvo de ataques quase diários, bem como de bombardeamentos e tiroteios ao longo da fronteira que divide Gaza em zonas controladas por Israel e pelos palestinianos.
As mortes mais recentes foram registadas após uma série de ataques de drones israelitas nos últimos dias em cidades e campos de refugiados no centro de Gaza e na Cidade de Gaza.
Também hoje, um ataque israelita matou dois palestinianos e feriu outros seis em Khan Younis, no sul de Gaza, disseram responsáveis de saúde no Hospital Nasser.
O exército israelita reconheceu ter realizado o ataque e afirmou que o alvo era um "terrorista", mas não deu mais detalhes.
Famílias das vítimas disseram no hospital que o ataque atingiu um grupo de pessoas perto da praia no vasto campo de tendas de Muwasi, onde vivem centenas de milhares de palestinianos deslocados.
Israel disse que continua a agir contra o Hamas e militantes aliados em Gaza e aumentou a área de território que controla dentro daquele enclave.
Ambos os lados acusaram o outro de violar o cessar-fogo.
Em declaração separadas, o exército israelita disse hoje ter matado dois militantes do Hamas e da Jihad Islâmica Palestiniana em ataques no fim de semana passado e o Ministério da Saúde de Gaza adiantou no domingo que o número de mortos já ultrapassou os 73.000 na guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.
O ministério não diferencia civis de combatentes, mas é composto por profissionais de saúde e mantém registos detalhados, vistos geralmente como fiáveis pela comunidade internacional.
A guerra eclodiu quando militantes liderados pelo Hamas invadiram o sul de Israel, matando 1.200 pessoas, na sua maioria civis, e fazendo 251 reféns, a 7 de outubro de 2023.
Em resposta, os líderes israelitas prometeram uma ofensiva punitiva na Faixa de Gaza para aniquilar o Hamas e libertar os reféns.