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Guerra no Irão Mundo

Senado volta a falhar aprovação de lei para conter poderes de Trump na guerra com Irão

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O Senado norte-americano (câmara alta) voltou a falhar hoje a aprovação de uma resolução sobre os poderes de guerra do Presidente Donald Trump, que suspenderia a ação militar dos EUA contra o Irão.

Os senadores de ambos os partidos têm-se mostrado céticos em relação ao acordo emergente da administração Trump com o Irão e frustrados com a recusa da Casa Branca em partilhar detalhes.

Apesar de esperarem um 'briefing' do Governo, nada foi agendado antes do prazo final de sexta-feira para que EUA e Irão assinem o acordo.

A votação terminou com 47-48, com quatro republicanos a juntarem-se à maioria dos democratas no apoio à resolução sobre os poderes de guerra. Este número não foi suficiente para a maioria necessária para a aprovar, noticiou a agência Associated Press (AP).

Esta foi a nona tentativa dos senadores de aprovar uma resolução para pôr fim à guerra que os EUA e Israel iniciaram contra o Irão por causa do programa nuclear do país.

Trump iniciou a guerra por conta própria, sem a aprovação do Congresso, mas, à medida que esta se arrasta, os congressistas têm-se preocupado cada vez mais com os custos, a estratégia e o objetivo final.

A Câmara dos Representantes (câmara baixa) aprovou, pela primeira vez este mês, a sua própria resolução sobre os poderes de guerra para travar a ação militar dos EUA contra o Irão, quando um pequeno número de republicanos se juntou aos democratas para aprovar a medida.

Entretanto, o Senado seguiu um padrão habitual, faltando apenas um voto para atingir o número necessário para aprovar a medida, caso todos os senadores estivessem presentes e votassem.

O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, tem liderado os esforços do partido para travar a guerra no Irão, a menos que o Congresso a autorize. Prometeu continuar a pressionar por medidas quase semanalmente.

Kaine defendeu que, enquanto decorrem as negociações para pôr fim ao conflito, o Congresso deve trabalhar para garantir que os EUA não retomam os ataques militares no que tem sido um cessar-fogo frágil.

Os senadores também estão a começar a discutir o que o Congresso fará, se é que fará alguma coisa, para supervisionar o acordo emergente de Trump com o Irão.

Alguns senadores disseram que o Senado deve votar qualquer acordo que a administração Trump feche com o Irão sobre o seu programa nuclear. Outros disseram que não é necessária uma votação no Congresso.

Em 2015, o Congresso aprovou a Lei de Revisão do Acordo Nuclear com o Irão, que define os requisitos para que o Governo possa submeter qualquer acordo que envolva o programa nuclear iraniano a revisão do Congresso.