DNOTICIAS.PT
Madeira

Centralidade de Portugal no Atlântico exige reforço da vigilância, defende GNR

None
Foto Nélio Silva/ Aspress

Ricardo Jorge Amaral Bessa, da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (GNR), defendeu que a afirmação de Portugal no Atlântico assenta na sua posição de centralidade estratégica e na capacidade de garantir vigilância e controlo sobre um vasto espaço marítimo, onde as regiões autónomas desempenham um papel operacional relevante.

A intervenção integrou o segundo painel do segundo dia da Grande Conferência do Mar do Jornal Economia do Mar, no Funchal, subordinado ao tema ‘Afirmação de Portugal no Atlântico’.

André Panno Beirão aponta dilema na afirmação de Portugal no Atlântico

País deve ultrapassar visão centrada no passado marítimo, defende especialista brasileiro

O responsável sublinhou que os arquipélagos devem ser entendidos como “postos avançados de vigilância”, fundamentais para a monitorização do espaço marítimo sob jurisdição nacional.

“Estas regiões não são apenas territórios e, falando aqui sobre a vigilância, no fundo são postos avançados de vigilância que Portugal tem de assegurar”, afirmou.

Ricardo Jorge Amaral Bessa destacou ainda a necessidade de uma abordagem integrada do território nacional, que articule terra e mar numa lógica de continuidade, rejeitando leituras fragmentadas da fronteira.

Nesse sentido, sublinhou que a fronteira marítima deve ser entendida como bidirecional, exigindo atenção tanto às ameaças provenientes do mar como aos movimentos que se projetam de terra para o oceano.

“Temos de nos preocupar não só com as ameaças que vêm do mar, como o narcotráfico, mas também com todos os movimentos que vão de terra para o mar”, referiu.

O representante da GNR alertou também para a importância crescente das infraestruturas críticas nacionais, com destaque para os cabos submarinos, sublinhando o seu carácter transnacional e a sua relevância para a conectividade global.

Defendeu a necessidade de reforçar a proteção destas infraestruturas, apontando o papel das forças de segurança na sua monitorização, nomeadamente através da atuação da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras.

“Temos também de nos preocupar com as infraestruturas críticas nacionais, como a questão dos cabos submarinos”, afirmou, referindo ainda os pontos de amarração como zonas particularmente sensíveis.