Nigéria matou mais de 13 mil terroristas no último ano
As forças de segurança da Nigéria mataram, em 2025, mais de 13 mil terroristas, afirmou hoje o Presidente nigeriano, garantindo que o número de vítimas da insurreição extremista no país diminuiu 81% desde a sua chegada ao poder.
"Mais de 13 mil terroristas foram neutralizados ao longo do último ano", declarou o chefe de Estado da Nigéria, Bola Tinubu, sem especificar se referia ao ano de 2025 ou aos últimos 12 meses.
Bola Tinubu indicou ainda que mais de "124 mil combatentes e dependentes depuseram as armas desde 2023 graças à operação Corredor de Segurança", implementada pelas autoridades nigerianas para oferecer uma saída aos terroristas.
Estas operações antiterroristas permitiram "desmantelar o centro de comando" do grupo extremista Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla inglesa) em Arege, no estado de Borno, nordeste do país, bem como reduzir as mortes relacionadas com o terrorismo em 81%.
"Aos bandidos, sequestradores e patrocinadores do terrorismo: rendam-se ou enfrentem todo o peso da lei do Estado nigeriano. Estas oportunidades de rendição não permanecerão abertas para sempre. Não será mostrada misericórdia a quem trafica com o sangue dos nigerianos", acrescentou o líder nigeriano.
Além disso, Tinubu pediu para não se procurar culpados nem "apontar o dedo" a outras etnias, e exortou a população a permanecer unida perante os inimigos do país.
"Uma democracia sem segurança não é suficientemente sólida", salientou Tinubu.
Por tudo isto, o Governo nigeriano declarou o estado de emergência, aprovou a contratação de mais de 50 mil novos polícias e milhares de recrutas militares, e elevou o orçamento de defesa e segurança de 2026 para 5,41 biliões de nairas (3,4 mil milhões de euros), o maior da história do país.
Alguns estados da Nigéria, sobretudo no centro e noroeste, sofrem ataques constantes de bandos criminosos que cometem assaltos e sequestros em massa para pedir resgates e que as autoridades por vezes classificam como terroristas.
A esta insegurança somam-se os ataques no nordeste da Nigéria por parte do grupo extremista Boko Haram desde 2009, uma violência que se agravou a partir de 2016 com uma cisão e o apareciemnto do ISWAP.
Nesta região opera também o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico-Província do Sahel (ISSP, na sigla inglesa), que também costuma cometer atentados nos estados de Kebbi e Sokoto há alguns anos.