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Madeira

Quercus alerta para falhas na prevenção dos incêndios na Madeira

A Quercus incentiva ao envolvimento dos mais jovens em acções de controlo de espécies invasoras, dando o exemplo do que tem sido feito pelo Clube de Ecologia Barbusano, da Escola Secundária de Francisco Franco. 
A Quercus incentiva ao envolvimento dos mais jovens em acções de controlo de espécies invasoras, dando o exemplo do que tem sido feito pelo Clube de Ecologia Barbusano, da Escola Secundária de Francisco Franco. , Foto DR

O Núcleo Regional da Madeira da Quercus manifestou alguma preocupação com o trabalho que continua por realizar na prevenção dos fogos rurais e florestais na Região, apesar das campanhas de sensibilização em curso, da limpeza de algumas áreas consideradas críticas e da existência de planos de prevenção e combate aos incêndios.

A associação ambientalista considera que, no terreno, persistem vulnerabilidades significativas que exigem uma intervenção mais eficaz e continuada, constatando que "no terreno, ainda há muitíssimo por fazer". 

Em comunicado, a Quercus lembra que as alterações climáticas estão a agravar o risco de incêndio e alerta para o abandono da agricultura e do meio rural, factores que, no entender daquela organização, têm contribuído para a proliferação de matos e de espécies invasoras, como eucaliptos, acácias, tabaqueiras e giestas. Segundo apontam, muitas povoações encontram-se actualmente rodeadas por estes combustíveis naturais, tornando-se mais vulneráveis à ocorrência e propagação de incêndios.

A associação defende que as autoridades regionais e locais devem reforçar a limpeza de terrenos, assegurar faixas de protecção junto de infraestruturas públicas e estradas, apoiar proprietários sem capacidade para proceder à manutenção das suas propriedades e intensificar a fiscalização.

Entre as medidas propostas estão também a criação de incentivos fiscais para quem mantém os terrenos limpos, o reforço do controlo das espécies invasoras e o investimento em acções de educação e sensibilização ambiental dirigidas às populações.

A Quercus considera, ainda, que a prevenção deve passar pela redução de comportamentos de risco, nomeadamente práticas associadas ao uso do fogo em eventos festivos e tradições populares.

A organização destaca igualmente a importância do envolvimento da comunidade escolar e das organizações ambientais, apontando como exemplo uma recente acção de controlo de espécies invasoras desenvolvida em parceria com o Clube de Ecologia Barbusano, da Escola Secundária de Francisco Franco, e o Parque Ecológico do Funchal. A iniciativa evidenciou, segundo a associação, o empenho dos jovens e a importância do trabalho de campo na promoção de uma cultura de prevenção e protecção da floresta. "A juventude tem um potencial enorme, façamos por aproveitá-lo, porque os jovens merecem", sustentam.