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Guerra no Irão Mundo

Trump diz ter acordo de Israel e Hezbollah para suspensão de confrontos

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Foto EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje ter obtido um compromisso do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e do grupo xiita libanês Hezbollah para cessarem os confrontos, depois de contactar com ambos os lados.

Trump afirmou na rede Truth Social que teve uma conversa "muito boa" com o Hezbollah através de intermediários, e que o grupo libanês apoiado pelo Irão "cessará completamente o fogo" contra Israel".

"Israel não os atacará e eles não atacarão Israel", declarou o líder norte-americano, que disse ter obtido também a garantia de Netanyahu de que as tropas israelitas não chegarão à capital do Líbano.

"Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro israelita 'Bibi' Netanyahu e não haverá tropas a caminho de Beirute, e as tropas que estavam a caminho já estão a regressar", relatou.

O anúncio ocorre em plena aceleração das operações militares israelitas no sul do Líbano e depois de Netanyahu ter hoje ordenado o bombardeamento do bairro de Dahieh, nos subúrbios sul de Beirute e um bastião do Hezbollah.

Os acontecimentos no Líbano levaram o Irão a suspender as conversações de paz com Washington sobre o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

No domingo, Israel capturou a fortaleza de Beaufort, uma posição estratégica no sul do Líbano, a norte do rio Litani, anterior linha de demarcação dos militares israelitas, que na semana passada receberam ordens para atuar até ao rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira entre os dois países.

No último mês, Hezbollah e Israel têm continuado os ataques aéreos e confrontos terrestres no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.

A trégua foi acordada entre Israel o Governo libanês em Washington, mas não é reconhecida pelo grupo xiita apoiado pelo Irão, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso, com o patrocínio dos Estados Unidos.

O Irão justificou hoje a suspensão do diálogo com os Estados Unidos com violações "em todas as frentes" do cessar-fogo acordado com Washington no inicio de abril, incluindo o Líbano.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, telefonou no domingo a Netanyahu e ao Presidente libanês, Joseph Aoun, numa tentativa de salvar as conversações de paz.

Os Estados Unidos propuseram que o Hezbollah cesse todos os ataques contra Israel e que, em troca, Israel se abstenha de intensificar a sua ofensiva em Beirute, segundo fontes norte-americanas citadas pela agência de notícias EFE.

Aoun estava aberto à ideia, mas o presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, terá exigido que Israel interrompesse primeiro a sua campanha militar, uma resposta que Washington considera "dececionante".

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 3.433 pessoas morreram e 10.395 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.