Israel mantém intenção de esvaziar Gaza
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reafirmou hoje a intenção de executar o plano de evacuação de Gaza da população palestiniana, preparado desde 2025, mas que foi paralisado devido à guerra e atual cessar-fogo.
"O plano de emigração voluntária para Gaza também será implementado, no prazo e da maneira correta", escreveu Katz na plataforma digital X.
A ideia de evacuar Gaza, sugerida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no início de fevereiro de 2025, e que foi prontamente acolhida por Jerusalém, é vista por diversas organizações de direitos humanos como limpeza étnica.
Naquele mesmo mês, Katz anunciou a criação de um organismo destinado à "saída voluntária de residentes de Gaza", sob a égide do ministério da Defesa, destinada a "ajudar" os habitantes de Gaza que desejam deixar o enclave "voluntariamente".
A Faixa de Gaza têm, neste momento, aproximadamente 2,1 milhões de pessoas, em cerca dos 40% do território adjacente à costa, devido à ocupação militar israelita.
Segundo o Centro de Satélites das Nações Unidas (UNOSAT), 81% de todas as estruturas em Gaza foram danificadas em ataques militares desde a resposta ao atentado terrorista do grupo islamista radical Hamas, em 07 de outubro de 2023.
A maior parte da população palestiniana vive em tendas ou prédios danificados, sem poder reconstruí-los ou voltar às suas casas, em pleno cessar-fogo.
Mais de 72.800 habitantes de Gaza morreram em ataques israelitas na Faixa de Gaza de acordo com o ministério da Saúde palestiniano.
Há cerca de dois anos e meio, o exército israelita começou a sua retaliação ao ato terrorista do Hamas em Gaza, que provocou 1.200 mortos e 251 reféns.